Publicado 08 de Abril de 2013 - 15h59

Roupas demais podem gerar pagamento de excesso de bagagem

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Roupas demais podem gerar pagamento de excesso de bagagem

Uma das grandes preocupações de quem viaja para o Exterior é o guarda-roupas. É bem verdade que até algum tempo atrás, as estações eram mais marcadas, o que facilitava as escolhas do que colocar na mala. Porém, temos observado que o clima anda meio descompassado. O inverno no hemisfério Sul teve sol e muito calor, enquanto a primavera no hemisfério Norte tem registrado nevascas e temperaturas polares. Outros exemplos claros dessa instabilidade climática?

Em dezembro, em Buenos Aires, numa semana a temperatura atingiu os 50 graus e, logo na seguinte, hermanos e turistas quase congelaram. Cidades como Nova York e Londres, que deveriam estar esse mês a estação das flores nesse mês, mergulharam na neve e nas temperaturas muito abaixo de zero.

Esse caos climático dificulta tudo. Eu mesmo passei por um episódio no mínimo engraçado, quando estive no Chile no ano passado. A cidade de Santiago registra quase 40 graus no verão, então colocar uma roupa mais pesada na mala foi uma opção que descartei. Esqueci um detalhe ao visitar as cidades de Viña Del Mar e Valparaiso: como estão na costa do Pacífico, cujas águas recebem correntes geladas do Polo Sul e da Antártica, a temperatura por lá sempre é mais baixa do que na capital. Desci a serra de bermuda e camiseta e quase congelei ao desembarcar na rodoviária.

Aprendi que, por mais que você tenha como referência a estação do ano, tudo pode mudar e muito rapidamente. São muitos os fatores para levar em consideração, elementos que os viajantes não são obrigados a saber, mas que no final das contas ajudam a evitar esse tipo de mico.

Uma boa solução para não lotar a mala de roupas desnecessárias é contar com um algum aplicativo climático. É só baixá-lo no smartphone ou tablet e há versões para todas as plataformas. E se o turista viaja sem apetrechos tecnológicos, é só consultar a internet no hotel ou num cibercafé.

Outra dica é procurar informações nas redes sociais. É muito comum ter um amigo que viajou e que possa dizer alguma coisa sobre o clima da cidade visitada.

Ainda assim é bom lembrar daquele ditado: “o seguro morreu de velho”. Não custa nada reservar um espaço na bagagem para um par de peças que contradizem completamente a estação vigente. Ou seja: se vai para um país quente e por lá é quase certo que faça calor, não esqueça de colocar pelo menos um agasalho completo de inverno, com jaqueta, calça, luvas, cachecol e meias. Se vai para um país em que as temperaturas devem estar baixas, leve pelo menos um kit de verão, com shorts, sandálias e camiseta.

O importante é não dividir a mala com metade de roupas para uma estação e metade para outra. Isso sim é perda de tempo e espaço, e ainda pode ocasionar o pagamento de excesso de bagagem.

Eduardo Gregori é editor de Turismo do Correio Popular