Publicado 03 de Abril de 2013 - 16h25

Professores 'analógicos' e alunos cada vez mais digitais

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Professores 'analógicos' e alunos cada vez mais digitais

Fonte: INFO Carreira

A ideia de “professores analógicos” em escolas com “alunos digitais” sempre volta à tona quando o debate é a chegada da tecnologia na sala de aula. A diferença de gerações é essencial nessa relação, mas há uma crise que cabe principalmente ao poder público resolver: a formação dos docentes ainda não contempla essa nova realidade e desafios.

 

As lacunas de formação que faz com que professores cheguem às escolas já defasados em relação ao uso da tecnologia são sentidas pelas secretarias de Educação. “Graduações e licenciaturas atualmente em seu currículo tratam a tecnologia e seus recursos de maneira superficial, pois a formação desses profissionais dá-se a partir de embasamentos teóricos, não relacionando a prática com a real função das tecnologias na educação”, diz a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação, Maria Nilene da Costa.

A educadora ressalta que a presença de recursos digitais vem avançando nas escolas do País, com projetos do Ministério da Educação (MEC) e também das esferas estaduais - o que pressiona o professor. “O docente que está iniciando a carreira ainda se depara com dificuldades de inserir o uso das tecnologias e recursos midiáticos de maneira interdisciplinar, reproduzindo ainda as aulas tradicionais.”

 

O maior desafio para a presidente da União Nacionais dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleusa Repulho, é incorporar a tecnologia desde a formação inicial. “A tecnologia não está integradas nas faculdades e na sala de aula, é notória a angústia dos professores”, diz ela. “O segredo é fazer com que todos os professores entendam que isso é importante.” Cleusa lembra que cabe ao MEC induzir políticas públicas. A pasta informou que pretende oferecer capacitação a todos os cerca de 500 mil professores do ensino médio nos tablets que está distribuindo. Os cursos, voluntários, têm duração de quatro a seis meses e são semipresenciais.

 

 

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