Publicado 09 de Abril de 2013 - 15h18

Por Carlo Carcani

O jornalista Carlo Carcani Filho

Ércia Dezonne/AAN

O jornalista Carlo Carcani Filho

O final de semana do futebol campineiro começou no sábado, com a derrota do Guarani para o Penapolense. Foi o primeiro confronto da história entre ambos no Paulistão e é difícil acreditar que o caçula sem tradição era o time da casa e que o tradicional visitante já foi vice-campeão duas vezes e teve o artilheiro da competição por três oportunidades, sendo que em uma delas o goleador obteve a maior marca dos últimos 48 anos (Jorge Mendonça, com 38 gols em 1981).

Se em termos de tradição não há comparação entre Penapolense e Guarani, dentro de campo também não dá para comparar um com o outro hoje. O Penapolense fez 3 a 0 com facilidade e se o campo não estivesse tão encharcado, a goleada teria sido maior. O Guarani não é o lanterna por acaso. O time é fraquíssimo e, como se não bastasse, geralmente entra em campo mal escalado. Não tem padrão de jogo, não tem competitividade e apanha de 3 a 0 de times como Atlético Sorocaba e Penapolense com naturalidade. Foi uma atuação horrível, que reflete as escolhas do clube na formação do time. É fundamental que a diretoria reveja seu planejamento e faça tudo diferente na Série C. Isso se quiser voltar à Série B. Se quiser ficar um pouco mais na terceira divisão ou correr o risco de visitar a Série D, é só manter tudo como está.

No sábado à noite, quem entrou em campo foi o Red Bull, na abertura da fase decisiva da Série A2. Jogo dificílimo, contra um Audax que sobrou na fase de classificação e vinha de impressionantes 11 vitórias consecutivas. O Toro Loko, porém, fez uma grande apresentação e venceu por 2 a 0, no Majestoso. O resultado aumenta a confiança e aproxima o time de seu objetivo, que é o acesso ao Paulistão. Após a partida, o técnico Argel disse que a partida teve nível de Série A1. Análise correta e as chances de que os dois façam um duelo de A1 de verdade em 2014 são grandes.

Na tarde de domingo, no mesmo Majestoso, a Ponte Preta viu sua invencibilidade de 19 jogos chegar ao fim diante do Palmeiras de Gilson Kleina. O fato de ter seu ex-comandante no banco adversário foi determinante para a primeira derrota da Macaca em 2013.

Invicta, vice-líder e confiante, a Ponte tentou dominar as ações desde o início. Empurrada pela torcida, tomou a iniciativa de atacar. Se comportou como normalmente fazem os “times da capital”. E o que fez o Palmeiras? Marcou forte e marcou bem. Se entregou em cada dividida e explorou os contra-ataques. Foi com essa fórmula que Kleina se deu muito bem em quase dois anos de Majestoso. E foi com essa fórmula que ele enfrentou e venceu a Ponte Preta.

A derrota não traz maiores consequências à Ponte e deve servir de lição. O time é muito bom, a campanha também, William é artilheiro do campeonato, a vaga no G8 foi assegurada há tempos e a no G4 está próxima. Nada disso aconteceu por acaso. O planejamento foi bem feito, a comissão técnica desenvolve um ótimo trabalho e o elenco tem se dedicado muito. Mas a lição que fica é que a Ponte, por melhor que esteja, não pode se acomodar. O time não foi apático ou displicente, longe disso. Mas foi anulado por um adversário que marcou mais e jogou mais. A Ponte não pode esquecer a origem de seu sucesso e nem perder o equilíbrio emocional em situações adversas.

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Carlo Carcani