Publicado 08 de Abril de 2013 - 9h36

Imagem da Casa de Detenção de São Paulo, ou Carandiru, quando foi implodido em 2002

Agência Brasil

Imagem da Casa de Detenção de São Paulo, ou Carandiru, quando foi implodido em 2002

Para evitar vinganças praticadas por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), a advogada Ieda Ribeiro de Souza, que vai defender os 26 policiais militares que começam a ser julgados nesta segunda-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, a partir das 9 horas, conseguiu que a Justiça proibisse a divulgação do nome dos réus e da posição que hoje eles ocupam na corporação.

Os PMs são acusados de matarem 15 presos no 2º Pavimento do Pavilhão 9 em outubro de 1992. O pedido de sigilo foi feito no ano passado e acatado pela Justiça, depois dos inúmeros atentados a policiais militares, que provocaram 107 mortes.

Parte dos ataques foi praticada por integrantes do PCC. "É uma medida de prevenção que se justifica, já que a morte de PMs deixou muita gente tensa", diz a advogada. Ela calcula que pelo menos um terço dos PMs que serão julgados continua na ativa. Os julgamentos do massacre vão ocorrer separadamente. A estimativa é que sejam separados por intervalos de quatro meses. Neste primeiro júri são 26 acusados de matar 15 presos.

O próximo, que deve ocorrer somente no segundo semestre deste ano, há um comandante e 29 policiais militares acusados de matarem 78 pessoas no segundo pavimento. Em ambos, os acusados eram da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) - corporação responsável pelo maior número de vítimas no massacre do Carandiru.

Nos 3.º e 4.º pavimentos atuaram os demais réus, acusados de mais 18 mortes e 5 lesões. Os policiais eram do Comando de Operações Especiais (COE) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Ao todo, em todas as sessões, serão julgados 79 réus acusados de homicídios.