Publicado 06 de Abril de 2013 - 7h00

A Polícia Civil em Araras vai pedir a quebra do sigilo telefônico das torres localizadas na Rodovia Anhanguera para tentar conseguir pistas da quadrilha que assaltou dois carros-fortes na via, na quinta-feira (4).

A apuração também será feita a partir de um dos veículos usados na ação — um Passat que havia sido roubado em Embu das Artes (Grande SP) e foi abandonado pelos bandidos na estrada de Conchal.

O ataque deixou sete vigilantes e um policial militar feridos no Km 164 da Anhanguera. De acordo com o delegado Sydney Urbach, a suspeita é de que a quadrilha tenha usado uma propriedade rural como base de apoio para planejar a ação.

“Geralmente nessas ações, eles se concentram alguns dias em uma determinada propriedade para depois do planejamento saírem para executar a ação”, disse.

A polícia disse ainda que um fuzil calibre 50 usado na ação tem potencial para derrubar uma aeronave. “É uma arma de calibre muito pesado, usada pelas forças armadas. Com certeza os criminosos estavam muito bem preparados”, disse Urbach.

Os sete seguranças que ocupavam os dois carros-fortes foram baleados. Seis já receberam alta, mas um deles, atingido na cabeça, está internado em estado gravíssimo na Santa Casa de Araras.

A Transnacional, empresa de São Paulo responsável pelos carros-fortes, disse que não vai se manifestar sobre o caso.

Divididos em três carros, os bandidos obrigaram os vigilantes a parar os carros-fortes e abriram fogo. O bando teria utilizado dinamites para abrir os veículos, de onde roubaram uma quantia não divulgada.

Após o roubo, os bandidos voltaram para seus carros e fugiram por mais de 50 km, até escapar pela região de Conchal.