Publicado 06 de Abril de 2013 - 15h21

Ao menos 15 mortos, incluindo 9 crianças, em bombardeio em Aleppo na Síria

France Presse

Ao menos 15 mortos, incluindo 9 crianças, em bombardeio em Aleppo na Síria

Pelo menos 15 pessoas, incluindo nove crianças, morreram neste sábado (6) em um bombardeio da Aeronáutica no bairro curdo de Cheikh Maqsoud, na cidade de Aleppo (norte), segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

"Um avião militar bombardeou o oeste de Cheikh Maqsoud, matando pelo menos 15 civis, incluindo nove crianças e três mulheres", de acordo com a organização, que indicou que o setor atingido é controlado pelo Partido da União Democrática (PYD), ala síria do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, turco curdo).

Algumas horas após o ataque, as milícias do PYD atacaram um posto do Exército na entrada sul de Cheikh Maqsoud, matando cinco soldados, acrescentou o OSDH, que se baseia em uma vasta rede de militantes e fontes médicas civis e militares.

"Foi um ato de vingança após o ataque", comentou Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

Este ataque aéreo ocorre depois de vários dias de intensos confrontos entre combatentes curdos e tropas lealistas e após a chegada de rebeldes ao setor, indicou a mesma fonte.

Um vídeo postado na internet mostra uma espessa coluna de fumaça negra e chamas que saíam do local do ataque. Podia-se ouvir crianças chorando, enquanto a pessoa que filmava a cena pedia ajuda: "Perto do posto do PKK, há corpos no chão. Rápido, busquem carros para retirar as vítimas!".

O mesmo vídeo mostra uma mulher chorando enquanto carregava o corpo de uma menina e, perto dali, moradores corriam para recolher corpos de crianças para colocá-los em uma picape.

Citando fontes curdas, o OSDH indicou que alguns feridos estão em estado grave e que o registro pode aumentar.

"Está claro que o Exército decidiu atacar os curdos nos últimos dias. O Exército tenta arrastar o PYD para dentro do conflito sírio", comentou Abdel Rahman.

Até o momento, os curdos da Síria estavam divididos sobre a guerra civil no país, com a maior parte tentando manter uma posição de neutralidade.