Publicado 05 de Abril de 2013 - 20h59

Por Maria Teresa Costa

Prédio da Estação Cultura, onde será instalada a nova biblioteca de Campinas

Janaína Maciel/Especial para AAN

Prédio da Estação Cultura, onde será instalada a nova biblioteca de Campinas

O prefeito Jonas Donizette (PSB) planeja criar, por lei, mais uma biblioteca pública municipal em Campinas. Ela será instalada na Estação Cultura e dedicada ao patrimônio cultural, à história da ferrovia e aos movimentos migratórios. O projeto, que consta do Plano de Metas do governo para o período 2013/2016, começa a ser efetivado ainda este ano, com a realização de levantamento do material documental e literário sobre os temas que comporão o futuro acervo. No plano de Jonas, a nova biblioteca começará a funcionar em 2015.

Campinas tem hoje cinco bibliotecas municipais. A maior delas é a Biblioteca Pública Municipal Prof. Ernesto Manoel Zink, com um acervo permanente de quase 10 mil volumes e 29 mil circulantes. Reúne também 2,2 mil livros infantis e mais 2,6 mil obras raras. Nela, está a coleção Magalhães Teixeira, com 356 volumes, além de um acervo de 1,6 mil volumes sobre Campinas e autores campineiros, hemeroteca, mapoteca, revistas e jornais.

Outros espaços são a Biblioteca Distrital de Sousas Guilherme de Almeida, a Biblioteca Pública Municipal Joaquim de Castro Tibiriçá, que funciona no Bonfim, a Biblioteca Pública Infantil Monteiro Lobato, que depois de quatro anos fechada reabriu no ano passado, e a Biblioteca Braille que funciona junto da Biblioteca Prof. Ernesto Manoel Zink, com 800 títulos e 2,5 mil volumes, além de 100 livros gravados em, aproximadamente, 300 fitas k-7.

Conforme o Plano de Metas, após o levantamento do acervo, será elaborado projeto de lei criando a biblioteca para ser enviado à Câmara no próximo ano, seguido de aquisição de equipamentos, mobiliário e acervo.

O maior acervo existente em Campinas sobre patrimônio cultural, história da ferrovia e os movimentos migratórios está no Centro de Memória da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que tem buscado salvaguardar do permanente risco de eliminaçao parte da história de Campinas registrada por meio da escrita. Ali estão processos judiciais (cíveis e criminais), livros de atas e de contabilidade, registros de nascimentos, casamentos e óbitos, correspondências diversas, entre outros, que abrangem o período de 1754 até a atualidade. Inclusive de quando Campinas era apenas uma paragem de tropas e de bandeiras.

Atualmente, disponibiliza mais de 80 mil processos, 3 mil livros manuscritos, 2 mil microfilmes e 100 mil documentos avulsos, entre correspondência, relatórios, documentos pessoais, recortes de jornais e plantas. São 84 fundos e coleções distribuídos em pouco mais de 800 metros lineares de estantes — boa parte desse acervo pode ser acessado pela internet. O órgão é formado por historiadores especializados em organização de arquivos permanentes, que oferecem, ainda, orientação na busca e na utilização de fontes de pesquisa histórica.

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Maria Teresa Costa