Publicado 05 de Abril de 2013 - 11h15

Por Agência Brasil

Imagem de ex-trabalhadores das multinacionais Shell do Brasil (atualmente Raízen) e Basf S/A aguardam em frente ao TST audiência de conciliação entre o Ministério Público do Trabalho e as empresas, em fevereiro deste ano

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Imagem de ex-trabalhadores das multinacionais Shell do Brasil (atualmente Raízen) e Basf S/A aguardam em frente ao TST audiência de conciliação entre o Ministério Público do Trabalho e as empresas, em fevereiro deste ano

A oficialização do acordo entre as empresas BASF S/A e Raizen Combustíveis (antiga Shell) e os trabalhadores contaminados por substâncias químicas, em Paulínia, está marcada para a próxima segunda-feira (8), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Em reuniões e audiências anteriores, as partes concordaram com o pagamento de indenização de R$ 200 milhões por danos morais coletivos, de indenizações individuais proporcionais ao tempo de serviço e de plano de saúde a todos os ex-funcionários e dependentes.

Deverão participar da audiência final de conciliação os representantes dos trabalhadores, contaminados entre as décadas de 1970 e 1980; das empresas; do sindicato dos Químicos Unificados; da Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas (Atesq); o presidente do TST, ministro Carlos Alberto Reis de Paula; e a ministra relatora do processo, Delaíde Alves Miranda Arantes.

A antiga fábrica de Paulínia, produtora de agrotóxicos, ficou em atividade entre 1974 e 2002. A indústria contaminou o solo e as águas subterrâneas da região com produtos químicos como os pesticidas clorados Aldrin, Endrin e Dieldrin, compostos por substâncias cancerígenas. No total, 1.068 pessoas, entre ex-trabalhadores e dependentes, fizeram parte do processo em que as empresas foram condenadas por exposição aos componentes tóxicos.

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