Publicado 09 de Abril de 2013 - 12h19

Vítima que conseguiu escapar de ataque mostra rastro da violência: 'Foi bem feio'

Sérgio Masson/Gazeta de Ribeirão

Vítima que conseguiu escapar de ataque mostra rastro da violência: 'Foi bem feio'

Quatro homens foram baleados e um morreu na madrugada desta terça-feira (9) no estacionamento de um supermercado na Avenida General Euclydes de Figueiredo, no Quintino, Zona Norte de Ribeirão Preto.

Um quinto homem, que conseguiu escapar do ataque rastejando por um terreno baldio ao lado do estacionamento, contou à reportagem que estava no local com seus amigos fumando crack quando viu uma Blazer de cor escura parar próximo ao grupo.

“Falei pra gente sair dali, mas o pessoal começou a me zoar, falar que não era nada, que quem não deve não teme. A Blazer saiu, e quando vi que ela estava fazendo o retorno, corri dali e rastejei no terreno”, disse ele, que não quis se identificar. O homem afirmou que, quando o carro voltou, apenas um homem desceu, armado, perguntando “o que vocês estão fazendo aí?” e, sem dar chance de resposta, começou a atirar.

Segundo a vítima que conseguiu fugir, foram pelo menos 12 tiros. Um menor, de 17 anos, identificado apenas como Marlin, morreu no local, com um tiro na cabeça. Depois dos disparos, o homem entrou na Blazer e fugiu. Mais três homens estariam no veículo.

Ricardo Ramos Euzébio, 29 anos, foi socorrido à UBDS Distrital Norte e posteriormente à Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas. Ele passava por cirurgia até o final da manhã desta terça. Paulo César Viana, 44, passou por cirurgia na Santa Casa e seu estado de saúde é estável.

Baleado no peito, o menor R.S.L., 17, tentou fugir mas não resistiu ao ferimento, caiu na rua e também foi levado à Santa Casa, onde ainda aguarda por cirurgia. Seu estado de saúde é estável.

O CARRO É A PISTA

No dia 6 de dezembro do ano passado, uma Blazer de cor escura também foi utilizada em um ataque similar na Zona Norte de Ribeirão. Na ocasião, dois homens no veículo mataram Maxwell Domingos, que seria um líder do PCC, no Jardim Jandaia. Moradores disseram que os responsáveis pelo crime seriam policiais militares.

A ação desencadeou os ataques a dois ônibus do sistema de transporte coletivo no mesmo dia, que foram incendiados.

Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), disse que a Polícia Civil investiga a ligação entre os casos. “Vamos esperar a recuperação das vítimas para ouvi-los. Já temos uma equipe só para cuidar deste caso.”