Publicado 08 de Abril de 2013 - 11h22

Vista do RibeirãoShopping, que inaugurou expansão recentemente e tem outra programada para setembro

Cedoc/RAC

Vista do RibeirãoShopping, que inaugurou expansão recentemente e tem outra programada para setembro

Se unidos, eles teriam uma receita anual superior a R$ 1 bilhão. Empregam mais de 5 mil pessoas, direta e indiretamente, e recebem milhares de pessoas por dia. São responsáveis por fomentar o comércio local e vão ganhar, ainda este ano, um “reforço de peso”.

Enfim, é difícil imaginar o varejo de Ribeirão Preto sem a força dos seus maiores centros de compras: RibeirãoShopping, Novo Shopping e Shopping Santa Úrsula. O cenário fica ainda mais robusto com a inauguração do Shopping Iguatemi, anunciada para 17 de setembro, e que vai gerar mais 3 mil vagas de trabalho na cidade.

Pelo menos nos últimos três anos, as receitas com vendas e locação dos três shoppings vêm crescendo a ritmo acelerado. Em seu último relatório de resultados, a Multiplan, maior acionista do RibeirãoShopping e do Santa Úrsula, informa que os dois centros tiveram aumento de vendas de 12,3% e 19,7% no ano passado, na comparação com 2011. Foram o quarto e o segundo melhores desempenhos de 2012 dentre os 17 shoppings pertencentes à rede.

O grupo Savoy, que administra o Novo Shopping, não divulga informações sobre movimentação financeira ou comentários sobre o assunto. A Gazeta tentou contato com a diretoria do Multiplan, mas a empresa não comenta o assunto no momento porque está em período de silêncio --a empresa anunciou uma oferta de ações na Bolsa.

O desempenho dos shoppings da Multiplan em Ribeirão Preto é ainda mais impressionante se o período de comparação for maior, de 2009 a 2012. Há quatro anos, o Shopping Santa Úrsula – que foi vendido à rede em 2008 –, teve uma receita de vendas de R$ 83,8 milhões. Em seguida, passou a R$ 109,7 mi (2010), R$ 137 mi (2011) e R$ 164 mi (2012). Neste recorte, o crescimento foi de 48,9%.

No caso do RibeirãoShopping, o aumento também foi significativo. O centro fechou 2009 com R$ 412,1 milhões e foi crescendo para R$ 477,4 mi (2010), R$ 507,4 mi (2011) e R$ 569,7 mi (2012). Ou seja, em quatro anos, a receita subiu 27,6%.

As receitas com a ABL (Área Bruta Locável), ou seja, locação de espaço para lojistas, também vem crescendo nos dois shoppings. Somente em 2012, o RibeirãoShopping arrecadou R$ 33,7 milhões, montante 8,3% superior aos R$ 31,1 mi de 2011. No mesmo período, o Santa Úrsula teve aumento de 13,5%: passou de R$ 5 milhões a R$ 5,7 mi. Os números mostram a valorização deste shopping, que sofreu importantes reformas nos últimos anos e recebeu lojas de maior apelo junto ao público.

MERCADO AGITADO

Se preparando para entrar neste mercado bilionário e competitivo, como não poderia deixar de ser, o Iguatemi não acredita que vai chegar para “tirar fatias do bolo” da concorrência. “O Iguatemi não veio para roubar mercado. Acreditamos que existe uma demanda excedente de público para visitar e consumir no nosso shopping. Tem mercado para todos”, afirmou Daniel Lotufo, gerente geral do Iguatemi Ribeirão Preto.

Lotufo acredita, aliás, que a maior concorrência poderá ser benéfica. “Em disputas de mercado, há muitos casos em que uma empresa chega e ajuda a outra a crescer. E no caso de Ribeirão, existe uma macrorregião de mais de 3 milhões de pessoas e com poder aquisitivo para visitar e consumir nos shoppings locais”, completou.

O Iguatemi, que terá investimento de R$ 260 milhões, terá 44 mil metros quadrados de área e mais de 200 lojas. Além de torres comerciais e residenciais no seu complexo imobiliário. Sua inauguração, em setembro, deverá coincidir com a finalização da oitava expansão do RibeirãoShopping, que há dois anos iniciou um projeto de crescimento com três fases, que juntas vão custar R$ 170 milhões e adicionar 129 novas lojas, 20,6 mil metros quadrados de ABL e 1,2 mil vagas de estacionamento.

SATURAMENTO?

Para a economista Rosalinda Chedian Pimentel, a inauguração do Shopping Iguatemi em Ribeirão representa a chegada ao “limite” do setor na cidade. “Ainda temos um comércio de rua muito forte e dinâmico. Shopping é um lugar onde as pessoas vão mais para passear que para comprar”, analisou.

Ela observa, no entanto, que o consumidor de Ribeirão gosta de ir ao shopping, e que os empreendimentos podem conquistar um bom público se conseguirem cativa-lo por meio de serviços específicos.

(Com Luís Fernando Manzoli)