Publicado 05 de Abril de 2013 - 18h59

Vereadores de Ribeirão Preto podem criar CEE para analisar os números do Daerp, notadamente os investimentos

Cedoc/RAC

Vereadores de Ribeirão Preto podem criar CEE para analisar os números do Daerp, notadamente os investimentos

Um requerimento protocolado pelo vereador Maurício Gasparini (PSDB) nesta quinta-feira (4) na Câmara Municipal, pede a criação de uma Comissão Especial de Estudos (CEE) para analisar a situação econômica e financeira do Daerp. Segundo o vereador, outros oito vereadores assinaram o requerimento, mas que outros poderiam assinar, já que ele não falou com todos os colegas. Por isso está “confiante” na aprovação.

“Não dá mais para esperar. A situação do Daerp é muito ruim. Consultei os demais vereadores e percebi que a maioria dos requerimentos aprovados nesta casa dizem respeito ao Daerp”, afirmou o tucano. Uma das situações que ele pretendi analisar é o pouco investimento feito pela autarquia. “Vamos analisar a situação financeira e operacional. E disse que a intenção da CEE é ajudar a encontrar saídas, não para investigar. “Se fosse para investigar eu pediria abertura de CPI”.

Na sessão de ontem, governistas e opositores se revezaram na tribuna da Câmara para criticar o Daerp, sempre protegendo os funcionários. O primeiro a falar foi Walter Gomes (PR), que disse ter visto, na quarta-feira, um funcionário do Daerp trabalhando dentro de um buraco às 22h30. Sobre a gestão ele também afirmou que o superintendente Marcelo Galli tem feito reuniões quinzenais com os funcionários para saber das necessidade.

Walter Gomes, que pertence à bancada de apoio da prefeita Dárcy Vera (PSD), revelou que em 1988 a autarquia 380 encanadores e hoje tem 37 profissionais. “Cerca de 90% dos servidores são heróis, principalmente os que trabalham no Daerp.

Para outro governista, Samuel Zanferdini (PMDB), o problema da autarquia é de gestão. “O consumidor paga mais de esgoto que de água e vê o esgoto jorrar na porta da sua casa. E quando se trata de vazamento de água e esgoto é crime. É preciso ter atenção redobrada”, afirmou.

André Luiz da Silva (PCdoB) também da base do governo, culpou os canos antigos que ainda estão no subsolo da cidade. “Conserta um estraga o outro”, afirmou. Para o vereador Beto Cangussú (PT), o Daerp “tem um vírus que o corrói”, apontou. Segundo ele a culpa é da excessiva terceirização no Departamento. “Tem 38 encanadores porque há muita terceirização. E as empresas terceirizadas não se responsabilizam pelo problema porque ninguém cobra”.

SEM PARECER

Dos seis projetos da pauta da Câmara nesta quinta-feira, apenas três foram vetados. Foi aprovada um projeto que prevê o envio, pela Prefeitura, de R$ 1,485 milhão que representa a diferença entre o orçamento previsto e o real. Também foi votado em segunda discussão o projeto que cria 180 vagas de agentes de controle de vetores, além de uma modificação em lei que altera o regimento interno.

Os demais projetos – criação de crédito especial de R$ 348 mil, implantação de uma comissão de análise técnica para emissão de autyoe de avaliação e segurança para eventos e a criação de regras para coleta de lâmpadas fluorescentes – ficaram sem parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente da Comissão, disse que o parecer não foi dada “para que os projetos sejam melhor analisados”.