Publicado 08 de Novembro de 2012 - 13h18

Por Agência Estado

Diretoria diz ter provas de que juiz teve ajuda externa para anular o gol de mão do argentino Barcos

CEDOC

Diretoria diz ter provas de que juiz teve ajuda externa para anular o gol de mão do argentino Barcos

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) validou nesta quinta-feira a vitória do Inter sobre o Palmeiras, por 2 a 1, no dia 27 de outubro, no Beira-Rio, pelo Brasileirão. Em julgamento no Rio, não foi aceito o recurso palmeirense que pedia a anulação da partida por suposta interferência externa em decisão da arbitragem no lance do gol de mão do atacante Barcos.

 

Com a definição do polêmico caso, após o julgamento no Pleno do STJD, o Palmeiras perde mais uma esperança de aliviar sua complicada situação no Brasileirão. A derrota oficializada agora naquele jogo do Beira-Rio deixa os palmeirenses com os mesmos 33 pontos, na zona de rebaixamento do campeonato. O Inter, por sua vez, confirma os 51 pontos e ainda sonha com vaga na Libertadores.

 

O polêmico lance aconteceu no segundo tempo do jogo realizado no Beira-Rio, quando o Inter já vencia por 2 a 1. Em cobrança de escanteio, Barcos marcou o gol com a mão. Inicialmente, o árbitro Francisco Carlos Nascimento validou a jogada, assim como o bandeirinha e o auxiliar que fica na linha de fundo. Depois de algum tempo, porém, ele voltou atrás e anulou o gol palmeirense.

 

Francisco Carlos Nascimento alega que foi avisado da irregularidade pelo quarto árbitro do jogo, Jean Pierre Gonçalves Lima, que teria visto a mão de Barcos de onde estava, na lateral do campo. Mas o Palmeiras defende que o juiz só anulou o gol porque houve interferência do delegado da partida, Gerson Baluta, que teria se informado com imagens da tevê, o que é proibido.

 

Numa iniciativa desesperada, o Palmeiras entrou com a ação no STJD pedindo a anulação da partida. Como o tribunal acatou a denúncia, o resultado do jogo ficou suspenso até o julgamento do caso. Mas a derrota palmeirense nesta quinta-feira foi contundente e unânime: todos os auditores do Pleno do STJD acataram o parecer do relator Ronaldo Botelho e o placar ficou 9 a 0.

 

No julgamento, o Palmeiras apresentou apenas uma testemunha, o próprio Barcos, que foi ao Rio prestar depoimento sobre o caso. Mas o depoimento dele foi ofuscado pelas declarações de Francisco Carlos Nascimento, Jean Pierre Gonçalves Lima e Gerson Baluta. De forma contundente, os três reiteraram que não houve influência externa na decisão de invalidar o gol palmeirense.

 

O árbitro, o quarto árbitro e o delegado da partida não foram ao julgamento como testemunhas. Eles foram como informantes requisitados pela presidência do tribunal. Mesmo sendo parte interessada, o Inter não mandou testemunhas. Enquanto isso, o Palmeiras também usou provas de áudio e vídeo para tentar convencer os auditores do Pleno do STJD, mas não teve sucesso.

BARCOS 

O procurador do SJTD, Paulo Schmitt, indicou, após o julgamento do recurso do Palmeiras, que não deverá oferecer denúncia contra o atacante Barcos. O argentino foi arrolado como testemunha do Verdão no julgamento do recurso, nesta quinta-feira, e disse que só colocou a mão na bola no lance do gol porque foi puxado pela defesa do Internacional. Schmitt disse que ainda irá analisar com mais cuidado o caso.

O que o procurador garantiu é que vai denunciar o quarto árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima, porque esse não relatou na súmula o ocorrido. De acordo com Schmitt, era obrigação do quarto árbitro anotar que foi ele o responsável por avisar o árbitro Francisco Carlos do Nascimento que o gol marcado por Barcos foi feito com a mão. Na súmula, apesar de toda a confusão no gramado do Beira-Rio, o relato é de que "nada houve de anormal".

 

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