Publicado 10 de Novembro de 2012 - 11h20

Por Carlos Rodrigues

Mingone durante treino do Guarani Futebol Clube no Estádio Brinco de Ouro da Princesa

CEDOC

Mingone durante treino do Guarani Futebol Clube no Estádio Brinco de Ouro da Princesa

A era Marcelo Mingone na presidência do Guarani terminou ontem. De maneira

surpreendente, o ex-mandatário bugrino entregou sua carta de renúncia ao presidente

do Conselho Deliberativo Rodrigo Ferreira e deixou o comando do clube pouco menos de

um ano depois de assumir.

Além de Mingone, todos os seis vice-presidentes também

renunciaram ao cargo. Com isso, quem assume a Direção Executiva, de maneira

interina, é Rodrigo Ferreira.

Mingone assumiu a presidência no final de novembro de 2011, após a destituição de

Leonel Martins de Oliveira e encontrou um Guarani em uma situação caótica, com meses

de salários atrasados e em uma intensa crise política. Em seu mandato, conseguiu

arcar com os pagamentos de 2012 e, dentro de campo, o time conseguiu o

vice-campeonato paulista.

Mas Mingone não resistiu à pressão e as cobranças sobre as

negociações realizadas no ano, como as dos jovens Bruno Mendes, Gabriel Boschilia,

Adelino e Eduardo, além do aumento das dividas trabalhistas, que quase causaram a

penhora do Estádio Brinco de Ouro.

Em sua carta de renúncia, Mingone exaltou seus feitos e listou cinco motivos pelos

quais deixou o cargo. Na maioria deles cita a oposição, que de acordo com ele tentou

colher assinaturas para pedir sua saída e que provocou um movimento para

desacreditar a instituição Guarani, além de injúrias graves, difamações e calúnias

que teria sofrido. Ao deixar o clube, o ex-presidente foi econômico nas palavras.

"Foi uma decisão difícil, mas de um jeito ou outro vou continuar ajudando o

Guarani", disse.

A expectativa agora é quanto à escolha da nova Diretoria Executiva. O novo

presidente sairá de um grupo oriundo do próprio Conselho Deliberativo ou por meio de

um processo eleitoral com a participação de chapas formadas por associados.

Em entrevista, Rodrigo Ferreira explicou quais os próximos passos. "Inicialmente vou me

reunir com os grupos de associados para saber se existe a intenção de se formar

chapas para concorrer à eleição. Caso exista, vou marcar uma reunião com o Conselho

e expor isso. Caso não haja intenção e o Conselho decida extrair de lá uma Direção

Executiva, será deliberado e decidido", comentou.

Leia a mais na edição do dia 11/11 do Correio Popular

Escrito por:

Carlos Rodrigues