Publicado 29 de Novembro de 2012 - 5h00

Protesto

Fernanda de Brito Lebre

Pedagoga, Campinas

Deixo aqui meu protesto, inconformada após assistir a Saga Crepúsculo: Amanhecer — parte 2. Sou leiga nesse assunto, mas quando se procura retratar uma situação, um povo, uma cultura ou seja lá o que for, que não conhecemos, é necessário fazer uma pesquisa para que se retrate da forma mais próxima da real. Mas uma produção cinematográfica desse porte, retratando o “índio brasileiro” com longas tranças e roupas de couro é o cúmulo do desrespeito à nossa cultura e diversidade racial. (...)

MP

Tereza Penteado

Artista plástica, Campinas

Somos da sociedade civil e como tal repudiamos a PEC que tira o poder de investigação do MP. Como bem falou o sr. Arthur de Lemos Júnior: “...Todo MP brasileiro conta com um Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) de alto nível, que tem incomodado”.

Fair play

Tavirio Villaça

Aposentado, Campinas

Penso estar havendo engano de alguns na interpretação do fair play no futebol. Quem deve julgar se o jogador caído está simulando ou não é o árbitro. O adversário não tem compromisso moral nenhum com isso, daí não deve ser cobrado caso opte por prosseguir o jogo. Desrespeitar o fair play é retardar a cobrança de falta pelo adversário, é agarrar pela camisa, é simular agressão do adversário como fez o jogador Fred, na recente partida da Seleção contra a Argentina.

Pacto

Jonas Tokarski

Cons. em comunicação, Campinas

Aloizio Mercadante deu uma dentro. Pena que teve que abortar a ideia por força do seu “big boss”. Pouco antes das últimas eleições, o ministro tentou juntar na mesma campanha publicitária Lula e FHC, para uma das mais nobres finalidades: Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Que aconteceu? FHC topou. Lula não se manifestou, aliás, caiu fora. Não é de se admirar tal descaso, uma vez que ele ao assumir a presidência declarou em alto e bom som uma das maiores heresias: “cheguei a presidente sem precisar estudar nem falar inglês”. Foi um tremendo de um mau exemplo (…).

STF

Antônio Gomes dos Reis

Escritor e compositor, Campinas

A ascensão de Joaquim Barbosa à presidência do STF é emblemática, pois, seu exemplo de vida expõe o descompasso quanto ao que prega o sistema de cotas por definição racial defendido pelo governo. Não que eu seja contrário a essas ações afirmativas, elas representam o remédio amargo, mas necessário para se corrigir a letargia do Estado quanto às cicatrizes sociais deixadas pelos 388 anos de escravidão da população negra, no Brasil.

Ateu

Valter Guerreiro

Engenheiro, Campinas

É lamentável ter que ler alguns comentários como: até os ateus precisam de Deus para negá-lo. Para ser ateu é preciso muito estudo e questionar, e não aceitar tudo que nos foi passado pelos nossos antepassados, que não tiveram acesso ao desenvolvimento da Ciência. Como o Estado é laico, a lei deve ser cumprida. Devemos retirar todo tipo de alusão a qualquer frase ou símbolos de qualquer religião. A próxima meta, espero, é acabar com os feriados religiosos.

Secretariado

Nelson Travnik

Astrônomo, Campinas

Um dos maiores desafios da nova Administração é, sem dúvida alguma, resgatar a Cultura em Campinas, há muito na UTI. A indicação do professor Ney Carrasco, da Unicamp, para a Secretaria de Cultura, traz novo alento, principalmente à música, não olvidando, todavia, outras áreas nas quais é visível o estado de total abandono e degradação de suas instalações. Com os parcos recursos em disponibilidade, parcerias terão que ser prioridade. Oxalá o novo secretário consiga reunir à sua volta pessoas reconhecidamente idôneas e competentes para ajudá-lo nessa tarefa gigantesca!

Respeito

Mário Rodrigues Dias Filho

Aposentado, Campinas

Nas repartições públicas existe fixado nas paredes um lembrete que alerta os usuários a respeitar os funcionários, etc. No meu entendimento, deveriam ser retirados. (...) Todo funcionário público deveria ter um crachá (…) e nas paredes das repartições um lembrete solicitando: “Usuários estamos aqui para lhe servir. Se não for bem atendido quanto ao tempo de espera, polidez e qualidade no atendimento, denuncie (...).”

Precária

Paulo Vaz de Lima

Eng. agrônomo, Campinas

Há pouco tempo, um brigadeiro na chefia da Infraero, tentou “passar a tesoura” em pessoas apadrinhadas que tomavam lugar de profissionais competentes. Enquanto existir essa cultura de indicar afilhados e parentes a nação ficará emperrada, a exemplo de nossa precária infraestrutura . Situação caótica, oriunda dessa frágil Administração, foi mostrada ao mundo com o Aeroporto de Viracopos paralisado e centenas de voos cancelados pelo acidente do MD 11 da Centurion.

Fórmula 1

Alex Tanner

Servidor público. Sumaré

A última corrida da temporada de F1 reservou grandes emoções: foi o melhor GP do ano. Somente dois pilotos tinham chances do título, o alemão Vettel (RBR) e o espanhol Alonso (Ferrari). A diferença entre os dois pilotos era de 13 pontos a favor de Vettel, e na primeira volta, o alemão foi tocado e rodou, ficando na última posição e com o carro danificado, mas mesmo assim teve rápida recuperação. (...) A equipe RBR foi perfeita durante todo campeonato, mas cometeu erros primários nesse GP. Tudo conspirou contra esse talentoso e simpático piloto. Mas ele nasceu para fazer história, é o mais jovem tricampeão da Fórmula 1. Torci por Vettel, como se fosse um legítimo alemão.

Enem

Mauricio de Souza Arruda

Médico, Campinas

(…) Embora a prova do Enem não seja o melhor parâmetro para avaliação das escolas, acredito que a divulgação dessa classificação deva gerar uma saudável motivação e desejável cooperação entre as escolas. (...) O ensino público continua mal na cidade, com raras exceções: apenas 3 escolas públicas entre as 25 melhores. Torcemos para que em breve as escolas de Campinas, públicas e privadas, figurem entre as 10 melhores do Estado e, quem sabe, do País. Lógico, antes que o governo institua cotas também no ranking do Enem, estrangulando a meritocracia e reservando 50% dos primeiros lugares para as escolas públicas.

‘Honoris causa’

Rui Tomás Barbosa

Jornalista, Campinas

O ex-presidente Lula iniciou na semana passada um giro pela África, Ásia, Índia, com o propósito de conseguir apoio de líderes políticos para a sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 2013. Ambicioso e ao mesmo tempo parco na sua pretensão, Lula alega que vem trabalhando muito contra a fome no mundo. Ora bolas, o que ele fez até hoje foi trocar cestas básicas e o Bolsa Família por votos e apoio político. (…) Já não chegam os 12 títulos de “Doutor Honoris Causa” que Lula acumula injustamente, ele ainda quer o Nobel da Paz? É muita cara de pau!