Publicado 24 de Novembro de 2012 - 5h00

Convivência 1

Wesley Álvaro Monteiro Aguiar

Servidor estadual, Campinas

O projeto de orçamento que se encontra na Câmara Municipal de Campinas contempla a Secretaria da Cultura com uma dotação de R$ 46,28 milhões para o exercício de 2013, quantia que cobre somente gastos com pessoal. O Centro de Convivência, uma das obras primas do arquiteto Fábio Penteado precisa de R$ 50 milhões para sua completa restauração. Deixado ao Deus dará nos últimos oito anos pela incúria da Secretaria Municipal da Cultura, que nada fez pelo povo campineiro nesse período, apresenta-se agora como desafio aritmético para o prefeito eleito que, certamente, irá solucionar a denúncia feita pelo Correio de 18/11, A8.

Convivência 2

Jayme de Almeida Rocha Netto

Aposentado, Campinas

Em fim de ano, o calçadão do Centro de Convivência, no Cambuí, costuma receber cobertura para atender a feira de artesanato. A praça, após fechamento do teatro, anda sem iluminação noturna, suja, sem policiamento, e a frequência no local à noite é a pior possível. Usuários e moradores próximos ao Centro de Convivência já não conseguem mais tranquilidade e espaço para lazer. Com essa cobertura, à noite, o local torna-se esconderijo fácil para assaltantes no meio das barracas. Quem trabalha, passeia ou precisa atravessar a praça fica exposto debaixo dessas coberturas. Espera-se da Prefeitura, no interesse público, que o assunto seja mais bem avaliado.

Aviação

Amaury Frattini

Aposentado, Campinas

Em 1990, eu e Vitória fomos visitar nosso filho que era engenheiro da IBM nos EUA. A viagem: Campinas, Miami, Orlando e Raleigh. Nos aeroportos: a inscrição “E.U.A. first in flying”, mostrando total desconhecimento do nosso Santos Dumont. O avião que nos levava a Raleigh era pequeno e o comissário de bordo, arrogante como Bush, socou nossa bagagem nos pequenos compartimentos, estourando os ovos de Páscoa que levávamos para nossas netas. Viagem não muito confortável, mas perfeita. A maioria dos aviões que taxiavam eram iguais ao nosso Bandeirantes “made in Brasil”. Finalmente, a inteligência, raça, persistência e a dedicação de um paulista de Bauru, Osiris Silva (Embraer), conseguia fazer com que os brasileiros mostrassem ao mundo sua capacidade de não somente inventar o avião, mas fabricá-los e exportá-los para o mundo.

Religião

Carlos Alberto Marchi de Queiroz

Professor de Direito, Campinas

Os tribunais brasileiros estão repletos de ações infantis que desrespeitam as condições da ação. A última delas objetiva retirar a expressão “Deus seja louvado” das notas de dinheiro em circulação. O dólar norte-americano traz em seu verso a expressão “In God we trust”, ou seja, “Acreditamos em Deus”. O Brasil é um estado laico, não religioso. Deus é o fato gerador das religiões, portanto, acima delas. Pode-se acreditar em Deus mesmo que não se siga uma denominação religiosa. Até os agnósticos e ateus precisam de Deus para negá-lo. Esperamos que o juiz da causa julgue a ação no atual estado de processo, arquivando-a sumariamente. Deus é suprarreligioso.

Ética

Paulo Atsushi Sakanaka

Eng. de computação, Paulínia

A recente onda de violência é causada por pessoas de má índole, que desprezam as leis, não suportam fiscalizações e desrespeitam autoridades policiais. É o mesmo comportamentos por exemplo dos motoristas que trafegam em alta velocidade, que desrespeitam sinais fechados e vagas reservadas. Só muda o nível da ilegalidade. Se as pessoas querem realmente uma sociedade ética e pacífica, deviam começar mudando seu próprio comportamento.

Vil metal

Vanderlei da Costa

Funcionário Público

Realmente sr. ministro, considerando que as celas no Brasil mais parecem “masmorras”, podemos dizer que pena de prisão aqui é medieval. Nesse sentido, podemos dizer o mesmo da saúde, da educação e do sistema de transporte público, que encontram-se nessa situação, principalmente porque políticos corruptos, como os “mensaleiros”, desviaram seus recursos. Não há que se falar em “apenas vil metal” enquanto o desvio de dinheiro público for causador de mortes em hospitais e estradas, seja por falta de atendimento adequado ou por má conservação. Medieval mesmo é esse protecionismo excessivo aos poderosos.

Unicamp

Gabriel Araújo dos Santos

Escritor, Campinas

Quando me aposentei, um dos meus poucos desejos era de que na caminhada para a velhice eu não ficasse a maldizer a vida e a menosprezar o progresso. O progresso que traz com ele a tecnologia a favor da humanidade. Que eu não repudiasse as valiosas políticas do bom ensino em todas as áreas, em especial na saúde, cujo exemplo vivo está nas renomadas universidades que projetam o nome de nossa cidade, entre elas a Unicamp, a qual presto minha homenagem como cidadão brasileiro.

Gás

Edevaldo Martins

Corretor de imóveis, Campinas

Antes da greve dos funcionários das distribuidoras de gás, eu pagava aqui perto de minha casa (...) R$ 34,99 pelo botijão de 13 quilos. Durante a greve dos mesmos chegaram a me pedir de R$ 45,00 a R$ 60,00 pelo mesmo botijão, alegando que estavam tendo que comprar o produto em outros estados. Lógico que não comprei, mas agora já faz mais de uma semana que a greve acabou e os mesmos estão pedindo R$ 45,00 pelo dito. Aí, eu pergunto: essa greve só foi para disfarçar um aumento em torno 35%? Agora, se foi, onde estão os orgãos fiscalizadores? (...)

Mensalão

Wilson Rodolpho de Oliveira

Advogado, Campinas

As brigas e berros, quase corpo a corpo, entre ministros nas sessões de julgamento do Mensalão; a preferência do ministro da Justiça de morrer a ir para uma prisão brasileira; as diferenças e contrastes de abordagens da mídia, bem como os comentários contrapostos; as denúncias contra o Procurador-Geral; tudo isso leva a crer que falta alguém no hospício ou que está todo mundo lá. É preciso lembrar que, nos Estados Unidos, julgamentos criminais exigem unanimidade e não maioria, como no Brasil. Afinal, é a liberdade da pessoa que está em jogo, e um único voto contrário cria a dúvida razoável e o risco de mandar um inocente para a cadeia.

Prêmio

Júlio André Della Corte

Pedagogo, Campinas

Desejo aqui expressar meus agradecimentos ao Correio (20/11, pág. A8), assim como à excelente equipe de jurados, pela possibilidade de ter concorrido e ser escolhido dentre as iniciativas vencedoras. Aproveito para esclarecer a todos que, embora tenha me detido em relatar minha experiência pessoal, as colegas citadas não são “auxiliares”, mas profissionais como eu, cada qual com saberes e fazeres pedagógicos próprios, definidos em equipe e compondo um projeto pedagógico para o serviço. Também não sou, como a reportagem refere, um dos criadores desse serviço. Ele já existia antes de iniciarmos o trabalho no hospital, implantado pela nossa Secretaria Municipal, e a nós, professores, cabe efetivar as ações e práticas pedagógicas concernentes ao plano e calendário escolar.