Publicado 07 de Novembro de 2012 - 14h14

Lívia e Pitbull Tigresa

Arquivo Pessoal: Vinícius Vidal

Lívia e Pitbull Tigresa

Na Inglaterra a criação é autorizada pela justiça, nos Estados Unidos foi banida a criação em vários estados e em outros os donos dos animais recebem severas restrições na posse do animal.

Já aqui no Brasil, não existe legislação ou restrição específica, mas toda vez que acontece uma fatalidade e a mesma ganha repercussão na mídia, o debate volta à tona levantando a questão de se ter leis rígidas na posse do animal e punição aos donos.

 

História

A raça pitbull é vista com maus olhos por várias pessoas e isso tem uma explicação.

Uma mistura entre buldogue e terrier (cães fortes) deu origem a uma linhagem de animais ainda mais fortes e robustos, que foram criados com o intuito de agredir outros cães e matar ratos (animais comuns em meados do ano 1800).

Com o passar do tempo, essa mistura foi sendo segmentada dando origem a raças como Staffordshire Bull Terrier, Bull Terrier, Irish Staffordshire Bull Terrier e o Pitbull.

Esse histórico e os eventuais ataques dão para o pitbull a fama de assassino e violento.

 

Raça amigável

Se para uns a raça é vista como assassina, para outros ela é considerada companheira e até brincalhona. Como é o caso de Vinícius Vidal, empresário e dono de um cachorro da raça pitbull.

Segundo ele, apesar de ser um cachorro forte e de porte imponente, o temperamento do animal é definido por seu dono. “Eu trouxe a Tigresa para casa quando ela tinha apenas 7 meses. Tenho uma filha de 3 anos de idade e nunca tive medo que algo acontecesse”, explica.

Foto: Arquivo Pessoal: Vinícius Vidal.

Arquivo Pessoal: Vinícius Vidal

Lívia e Pitbull Tigresa

Vinícius conta que sempre teve animais de grande porte e considerados perigosos, mas que eles nunca atacaram ninguém.

“Eu já tive muitos cães e nunca tive problemas com agressividade. A Tigresa foi tratada como qualquer outro cão: com amor, carinho e autoridade. É importante colocar limites no cachorro, independente da raça ou tamanho, só assim ele irá respeitar o dono e o espaço da família.”

Sobre a relação do pitbull com a filha, Vinícius responde com tranquilidade. “Minha filha sempre está em contato com ela. Elas brincam com os devidos cuidados por se tratar de um cachorro grande, mas minha filha não tem medo porque percebe a docilidade da Tigresa.”

 

Como escolher o animal de estimação

Ao comprar ou adotar um animal, é importante observar as características dele e da família que o vai receber. Com o pitbull não é diferente mas requer uma responsabilidade maior por se tratar de um animal forte e de grande porte.

“Eu acredito que qualquer cão pode vir a ter um comportamento violento, não é a raça dele que vai definir isso. Ter um cachorro em casa é como ter um filho: você tem que educar. É de responsabilidade do dono as ações do cachorro. Diferente de um filho que a gente educa e um dia ele sai de casa, o cachorro é responsabilidade do dono a vida inteira. Rotular o pitbull ou qualquer outra raça como violenta é, no mínimo, falta de informação. Na minha opinião o que deve ser questionado é se realmente qualquer pessoa está capacitada para assumir a responsabilidade de educar um cão, seja ele de qual raça for”, completa Vinícius.

Vídeos que mostram a interação amigável do pitbull com outras raças, inclusive com crianças.