Publicado 06 de Novembro de 2012 - 8h58

Fred exibe seu bichinho de estimação que dura aproximadamente 20 anos

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Fred exibe seu bichinho de estimação que dura aproximadamente 20 anos

Escolher um animal de estimação não é uma das tarefas mais fáceis, afinal de contas deve-se levar em consideração o tamanho do animal, ambiente em que ele vive, gastos com comida e cuidados específicos. Mas quando se trata de um animal exótico, as tarefas aumentam um pouco mais para o dono.

Fred Aguiar, diretor de arte em revistas e livros, começou com um fascínio por cobras desde a infância. “São animais que além de bonitos e diferentes são admiráveis, apesar de misteriosos”, comenta.

Quando criança, Fred teve sim cachorros e já na fase adulta teve alguns gatos. Hoje, o diretor cuida de uma cobra há 9 anos e tem também uma gata cega.

Diferentemente de comprar gatos, cachorros ou até mesmo um peixe de aquário, para adquirir animais exóticos alguns procedimentos devem ser levados em consideração.

Momentos inusitados

Há de se convir que andar com uma cobra enrolada no pescoço não é uma das coisas mais normais, principalmente no Brasil, ou até mesmo em São Paulo. E, aparentemente, Fred não se preocupa muito com o que os outros vão pensar a respeito da sua jibóia.

“Já estive com a cobra no carro e o pessoal que vem entregar panfleto sair correndo de medo”, comenta. Outro fato inusitado foi também com a diarista que no primeiro dia de limpeza da casa do Fred foi embora e nunca mais voltou. “Ela nem voltou para receber o dinheiro do pagamento pelos serviços prestados”.

E até se acostumar, a mãe de Fred também achou bem esquisito o gosto do filho. “Ela ficou sem vir na minha casa por um ano, pois tinha medo da cobra”.

Por outro lado, o ciclo de amizades de Fred também aumentou por conta do seu animal exótico. “Sempre que recebo amigos em casa eles querem ver e fazer fotos por ser um animal que desperta muita curiosidade e fascínio”.

Como comprar

Para adquirir um animal exótico, no caso uma cobra, o melhor procedimento é entrar em contato direto com o criador e comprar o animal filhotinho ainda.

Segundo Fred, antes as cobras também eram vendidas em alguns petshops grandes. “Isso aconteceu antes do governo Lula, depois ficou mais complicado”.

Depois de escolher, o filhotinho chega na própria casa e chipada pelo ibama. “Dessa forma o Ibama terá todos os dados de quem comprou e tudo será feito dentro dos parâmetos legais, pois a criação é legalizada”, completa.

O réptil de Fred veio de um criadouro que fica no Rio de Janeiro, chamava-se Fauna Brasilis e hoje já não existe mais. “Para quem quer ter um bicho desses recomento o sítio Xerimbabo, próximo ao Belém do Pará”, afirma Fred. Ele ainda explica que como as cobras nascem em períodos certos, o melhor a fazer é entrar no site, reservar, esperar nascer e então depois a escolha pode ser feita e a cobra chega até à residência.

Alimentação

Quando pequena, sua principal refeição são ratos. Depois, passa a alimentar-se de animais maiores como é o caso de galinhas ou até mesmo coelhos. Fred explica que a cobra também pode ser educada para comer animal recém abatido. “Se for dar animal vivo, como coelhos, a pessoa não pode se apegar. O grande empecilho não está em encontrar o animal, mas sim em entregar o animal vivo para a cobra”.

Os ratos e coelhos podem ser encontrados facilmente em petshops e conforme a cobra vai crescendo e ficando mais velha, a alimentação passa a ser somente uma vez por mês. “As vezes, nos meses de frio,a cobra pode até ficar sem comer”.

Habitat

Para recriar um habitat dentro de casa, Fred comprou um terrário com pedra aquecida, uma toca para se esconder e também um pote de água para a cobra beber e manter a umidade natural do ambiente que ela poderia ter em uma floresta.

Cobras podem viver facilmente mais de 20 anos e trocam de pele conforme vão crescendo em torno de uma vez a cada dois meses

Investimento

Como a cobra de Fred já está com 9 anos, fase adulta, ela acaba fazendo somente uma refeição por mês,. “O meu gasto é preço de um colho que está em torno de R$25,00”. Segundo ele, o investimento maior foi no início para a construção do terrário, que pode custar por volta de R$100,00 e a ainda a pedra aquecida que gira em torno de R$120,00.