Publicado 10 de Novembro de 2012 - 16h21

Argentino ganha por 2 sets a 1 e quebra sequência de 12 vitórias seguidas do suíço no torneio

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Argentino ganha por 2 sets a 1 e quebra sequência de 12 vitórias seguidas do suíço no torneio

Se você é curioso e observador, já deve ter reparado nos inúmeros pequenos seres que nos fazem companhia, alguns há milênios. Uns, como as formigas, são capazes de comandar cidades subterrâneas de inspirar arquitetos, tamanha engenhosidade. Outros, de cativar nossa atenção pela beleza ou estranheza.

Repare no jardim, no parque ou praça vizinha, quantos insetos, aracnídeos, anelídeos e afins convivem em harmonia — desde que o homem não se atreva a interferir no meio ambiente, tudo tende a se manter em equilíbrio. “Com paciência e cuidado, um passeio pode se transformar em uma emocionante aventura”, observa Humberto Conzo Júnior, biólogo formado pela Universidade de São Paulo (USP).

Atento ao estudo da vida desde quando era criança, ele tratou de partilhar seus conhecimentos, em Descobrindo os Bichos do Jardim, livro recém-lançado pela Matrix Editora.

“Respeitando o modo como vivem e conhecendo mais sobre os bichinhos, podemos interagir sem medo, sem nos machucar e sem machucá-los”. Para facilitar a vida do leitor, ele e a ilustradora Bernadita Uhart criaram um jeito bem legal de alertar sobre as espécies que podemos tocar e outras que são perigosas: há um “selo”, uma mãozinha verde (permitido tocar) ou vermelha (proibido) debaixo da descrição de cada bicho.

Veja só. Todo mundo adora joaninhas e há quem diga que, se uma pousa sobre a gente, teremos sorte de sobra. Pois bem. Ela é do time dos bichinhos “inofensivos”. Só temos de ter cuidado para não assustá-las porque, se estiverem dando um passeio pela mão, por exemplo, podem soltar uma gosminha fedida, mecanismo que usam para se defender dos predadores. Ela também é predadora, comilona: ao longo de seus 3 a 9 meses de vida, adora devorar insetos como pulgões, um bicho pequenininho que se alimenta da seiva das plantas.

E os gafanhotos, que possuem antenas curtas e patas traseiras bem fortes e compridas para poder pular? Podem ser tocados, bem como os grilos, que se alimentam de plantas — difícil é chegar até eles antes que saltem. Talvez você já tenha ouvido, esses dois “carinhas” costumam emitir um som bem cri-cri. Na verdade, somente os machos são capazes de fazer isso. Os gafanhotos, por exemplo, esfregam as patas longas no primeiro par de asas (mais duras) como se fossem violinistas.

Com o que devemos ter cuidado? Aranhas, vespas, formigas, abelhas... Todos esses bichos picam e, independente de quão nocivo seja o veneno para os humanos (em alguns casos, mortal), é certo que o local da picada ficará bastante irritado e dolorido: melhor só ver de longe.

E os piolhos-de-cobra, que vivem na superfície do solo? Eles se alimentam de folhas mortas ou bichinhos que encontram na terra, costumam se esconder debaixo de pedras ou pedaços de madeira. E, tal as centopéias, também conhecidas como lacraias, têm muitas patas. Ambos não devem ser tocados. Os piolhos-de-cobra, ao se sentirem ameaçados, soltam gotinhas de um líquido fedido, que pode ser tóxico e irritante. E algumas espécies de centopeias, embora muito simpáticas, têm veneno e são bichos bravos.

“As reações de cada pessoa aos seres vivos são diferentes e é normal ter medo do que a gente não conhece. Por exemplo. Meu filho Vinícius, de três anos, adora brincar com o tatu-bola de jardim, com as minhocas e outros bichos. Já a mais velha, Marina, de sete, tem nojo de muitos insetos, mas vive me perguntando e aprendendo sobre eles”, entrega o biólogo.

Pragas

Qualquer ser vivo precisa sobreviver se reproduzir para manter a própria espécie. Instintivamente, até nós, humanos, sabemos disso. Acontece que, desde que o homem passou a se organizar de forma civilizada, a desenvolver a agricultura, passou a classificar a utilidade e a nocividade de cada espécie. Daí denominarmos algumas delas de pragas. Isso é o que argumenta o biólogo.

“A nossa espécie é uma das mais nocivas ao planeta, se pensarmos bem. Muitos de nós devastamos florestas, não respeitamos os animais, devastamos os recursos naturais. A gente tem de se lembrar que sem os insetos, viveríamos numa pilha de lixo. Afinal, diversos deles, são decompositores e recicladores da matéria orgânica”, alerta.

No ano passado, Conzo Júnior lançou o livro Bichos Sinistros, que fala sobre ratos, baratas, aranhas e escorpiões. Ele mantém na internet o Blog das Pragas, em que apresenta dicas e curiosidades sobre os bichos que costumam invadir nossas casas, as pragas urbanas: http://blogdaspragas.blogspot.com