Publicado 09 de Novembro de 2012 - 21h30

Por Marita Siqueira

Integrantes da banda Blues Etílico

Divulgação

Integrantes da banda Blues Etílico

 

O 1o Festival Cervejeiro de Campinas e Região será movimentado com a energia do rock, a densidade do blues e o balanço da música brasileira com a banda carioca Blues Etílicos, neste sábado (10), no Campinas Hall. Além do show, o grupo apresenta uma “obra líquida”: sua própria marca de cerveja, que se junta aos 150 rótulos que serão expostos em 12 estandes, cada um de uma empresa. Destas, oito são nacionais, como Colorado (SP), Krug Bier (MG) e BodeBrown (PR); três importadas, com seleção de marcas inglesas, belgas, americanas, escocesas entre outras; e um estande reservado para a organizadora do evento, BeerCards.

A abertura ocorre às 14h, mas o som rola apenas à noite. A banda campineira de rock clássico Face Ácida abre a programação de shows, às 19h, e Blues Etílicos sobe ao palco às 22h. Mais popular banda de blues rock em atividade, o quinteto formado por Greg Wilson (voz e guitarra), Flávio Guimarães (voz e gaita), Otávio Rocha (guitarra slide), Cláudio Bedran (baixo) e Pedro Strasser (bateria) revisita os sucessos de 25 anos de carreira registrados no DVD Blues Etílicos, lançado em 2011.

Músicas autorais de seus dez CDs lançados, tais como 'Cerveja', 'Dente de Ouro', 'Misty Mountain' e 'O Sol Também Me Levanta' estão no repertório do show, assim como as inéditas 'Jokers' e 'Dinossauro Manco' e as instrumentais 'Mateus Vai ao Circo', 'Pelicano' e 'Camelo'. Os músicos também poderão dar um aperitivo do disco 'O Melhor do Blues', que será lançado no início de dezembro.

O Blues Etílicos foi o primeiro grupo nacional a criar um público fiel nesse segmento e um dos poucos a continuar produtivo. “Na época, havia poucos grupos de blues rock e a maioria não gravava. Nos anos 90, até surgiram algumas bandas com discografia, mas foram se dissolvendo. Hoje, temos muitos artistas do gênero, porém poucas bandas”, diz Flávio Guimarães. “Estamos juntos desde o início, menos o baterista, que entrou há 18 anos. Pedro é o mais novinho da turma.”

O principal diferencial do grupo são as músicas próprias, parte delas em português. “Nunca fomos cover, sempre autorais”, afirma o gaitista. A inquietude é outra arma do grupo. “Seguimos aprendendo, refinando musicalmente. Enfim, é uma evolução constante.”

Trazê-los para abrilhantar a estreia do festival foi ideia do proprietário da BeerCards, Rodrigo Andreiuk, que pretende integrar o evento ao calendário anual da cidade. “É um evento para reunir cervejarias que produzem em pequena quantidade, mas com alta qualidade. Tem 2,5 mil ingressos disponíveis, a expectativa é de vender 1,2 mil, mas se atingirmos 1 mil já é um sucesso.”

 

Rótulo

A cerveja Blues Etílicos foi lançada em março deste ano, após minuciosa pesquisa ao lado do mestre cervejeiro Severino Batista. Trata-se de uma bebida hellbier, gênero típico da região de Munique (Alemanha): leve (teor alcoólico de 4,8%), feita com puro malte e elaborada com dois tipos de lúpulos americanos que oferecem características florais. Cada garrafa de 600 ml é vendida ao valor médio de R$ 17,00. “O próprio nome da banda já denuncia que a galera gosta bastante de cerveja. De cinco anos para cá, a gente começou a migrar para as de melhor qualidade”, diz Flávio Guimarães.

Ao aceitar a proposta de um produtor carioca, os músicos começaram a pesquisar. “No início era mais curiosidade, mas achamos a ideia interessante. Procuramos fábricas para encontrar a fórmula exata. Quando encontramos, foram mais três meses para produzir”, conta. Até o momento, foram produzidos 5 mil litros pela Cervejaria Mistura Clássica, de Volta Redonda (RJ).

 

Escrito por:

Marita Siqueira