Publicado 07 de Novembro de 2012 - 10h35

Por Marita Siqueira

Marcelo Nova durante entrevista coletiva no Andarilho Bar ontem

EDU FORTES/AAN

Marcelo Nova durante entrevista coletiva no Andarilho Bar ontem

O roqueiro Marcelo Nova escolheu Campinas para repetir uma compensadora experiência feita há oito anos em São Paulo, mais precisamente no Coyote Bar: temporada musical com quatro shows, a princípio. Após o sucesso da apresentação em agosto, quando atraiu 380 pessoas no Andarilho Bar, no Cambuí, Nova decidiu voltar à casa para preencher a agenda artística das quintas-feiras do mês de novembro, começando amanhã.

“Em São Paulo, quando fiz a minha única temporada, eram quatro dias e acabei ficando seis meses”, avisou ontem, durante a coletiva de imprensa no bar. Para ele, estar sobre um palco é “como respirar”. “Gosto de locais pequenos nos quais posso conversar e interagir com a plateia. Quando vim aqui, há alguns meses, senti que o ambiente era semelhante ao do bar de São Paulo.”

Partindo desse princípio, o músico promete se reinventar a cada apresentação. “Clássico é tudo que eu toco. Se me apegar ao ritmo do passado, você se torna previsível. Temos um repertório de 50 músicas, portanto, faremos set lists variados”, diz Nova, convidando o público a prestigiá-lo mais de uma vez. “Cria-se um ambiente de amizade, a coisa funciona como elemento agregador das relações humanas.”

Fundador da irreverente banda Camisa de Vênus, nos anos 80, e parceiro artístico de Raul Seixas, Nova mantém um flerte com letras de forte apelo crítico, seja para falar de sexo ou de poder. “A contestação é boa, mas não pode virar obrigação”, pondera.

Há três anos, ele se apresenta com a banda formada pelo filho Drake Nova (guitarra), Leandro Valle (baixo) e Célio Glouster (bateria). Para o filho, rasga elogios, porém no autêntico estilo roqueiro. “Ele toca melhor que eu, mas ainda não pode saber disso”, brinca. Nova deu uma guitarra para Drake quando o garoto tinha apenas 5 anos. “Ele não parou mais de tocar. Tem sido muito bom trabalharmos juntos. Ele conhece intimamente a obra do pai. Muitas vezes, o guitarrista quer fazer seu solo, mas ele tem a preocupação com a textura, de preencher a obra.”

Depois de criar e liderar por sete anos o Camisa da Vênus, com quem se reúne esporadicamente, Marcelo Nova lançou, em 1988, o seu primeiro disco solo, Marcelo Nova e a Envergadura Moral. Logo após, iniciou uma turnê de 50 shows com o saudoso Raul Seixas. Juntos, lançaram o álbum A Panela do Diabo. Eu Não Matei Joana D'Arc, Quando Eu Morri, Carpinteiro do Universo e Só O Fim são algumas canções que marcaram sua carreira

AGENDE-SE

Temporada Marcelo Nova

Quando: Amanhã, 15, 22 e 29, às 21h30

Onde: Andarilho Bar (Rua Sampainho, 197, no Cambuí, fone: 3254-3721)

Quanto: R$ 35,00 (antecipado) e R$ 50,00 (na hora do show)

Limite: 200 pessoas

Escrito por:

Marita Siqueira