Publicado 06 de Novembro de 2012 - 10h11

Por Delma Medeiros

Inauguração será com concerto Sinfônica de Campinas

Edu Fortes/21out2012/AAN

Inauguração será com concerto Sinfônica de Campinas

Como antecipado pelo Caderno C, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) se apresenta no dia 30 de novembro na reabertura do Teatro Castro Mendes. Sob a regência do maestro titular e diretor artístico Victor Hugo Toro, a Sinfônica vai apresentar árias de óperas de Carlos Gomes e trechos da peça Colombo, com a participação da soprano Niza de Castro Tank. “No dia 30 será uma apresentação para convidados e no dia 1º de dezembro a orquestra repete o programa, em concerto aberto ao público. Mas vamos distribuir convites para não haver superlotação”, explica a secretária de Cultura Renata Sunega, lembrando que o teatro tem 770 lugares.

A programação continua no dia 2 de dezembro, com o musical Meu Amigo Raul, montagem do grupo Teatro de Pano, com direção do presidente da Associação dos Profissionais de Teatro de Campinas (APTC), Ton Crivelaro. No dia 3, o palco será ocupado pelo músico Fernando Curti, com o show Bossa Eternamente Nova, em que faz releitura de clássicos da bossa nova.

Os alunos do Conservatório Carlos Gomes mostram as várias modalidades de arte em espetáculo montado especificamente para a ocasião, a ser apresentado dia 4. No dia 5, entra em cena a trilogia grega Oréstia, montagem do grupo Rotunda contemplada com o Fundo de Investimentos à Cultura de Campinas (Ficc). De 6 a 19, o teatro está reservado para o 31 Festival da Associação Campineira de Escolas de Dança (Aced), grupo prejudicado em 2011 com a interdição do Centro de Convivência Cultural (CCC).

“Tivemos de pensar numa agenda em que os grupos entram pela manhã, montam tudo, ensaiam, se apresentam e retiram os cenários no mesmo dia. Como só dispunhamos de um dia para cada, alguns ficaram fora, como aconteceu com o Grupo Téspis, que reivindicou uma data para apresentar o musical Carlito Maia - Do Sagrado ao Profano, mas pediu no mínimo dois dias, o que inviabizou”, informa Renata.

Para a Prefeitura ficaram os dois dias da Sinfônica e os dias 20 e 21 de dezembro, quando será apresentado o balé O Quebra-Nozes, do Projeto Dança e Cidadania e Companhia de Dança de Campinas, com direção de Lúcia Teixeira. Os dois concertos de Natal da Sinfônica serão realizados dias 14 e 15 de dezembro, na Concha Acústica do Taquaral. “Os concertos são especiais e na Concha conseguimos acomodar 3 mil pessoas, por isso faremos lá.”

Com muitos grupos para poucas datas, era inevitável que a programação gerasse controvérsia. O membro do Forum de Cultura de Campinas, João Luiz Minnicelli, fez circular pelas redes sociais mensagem em que questiona a escolha do musical Meu Amigo Raul. A participação da montagem na agenda de reinauguração também foi questionada na Coluna do Leitor do jornal Correio Popular. “Acho uma questão de justiça participarmos da reinauguração do Castro Mendes, já que sempre lutamos pela manutenção dos teatros. Inclusive, na época do prefeito Chico Amaral, encabeçamos a luta que resultou no tombamento do Castro Mendes, que corria o risco de ser derrubado”, diz Ton Crivelaro, rebatendo as críticas sobre a participação de seu grupo.

Polêmicas à parte, o fato é que todos estão felizes em participar desse momento histórico. “Preparamos um espetáculo especial para a data, dividido em duas partes. A primeira, às 19h, sobre música e a criança, em que apresentaremos uma Cantata de Natal, com letras minhas e músicas do compositor Orlando Fagnani. Na segunda parte, vamos apresentar números de dança de alunos premiados em festivais”, diz a diretora do Conservatório Carlos Gomes, Léa Ziggiatti Monteiro.

Para Teresa Aguiar, diretora do Rotunda, integrar a programação da reinauguração é motivo de dupla comemoração. “Este ano comemoramos os 45 anos do Rotunda, o primeiro grupo profissional de teatro do Interior do Estado. E a reabertura do Castro Mendes coloca Campinas novamente na rota teatral. E sobreviver por tanto tempo numa cidade que derrubou seu teatro municipal é um feito e tanto”, afirma.

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Delma Medeiros