Publicado 27 de Novembro de 2012 - 5h00

Por Maria de Fátima

Maria de Fátima

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Maria de Fátima

A facção criminosa PCC, que teve origem em uma Unidade Penal no Estado de São Paulo no início da década de 1990, é a maior do Brasil.

Os seus integrantes, tanto formado por homens e mulheres quanto por menores de dezoito anos, se unem para enfrentar o poder público. Os motivos que levam estes criminosos, presos ou em liberdade, a afrontar o sistema de justiça e a polícia, são os mais diversos possíveis.

Neste ano, a morte de figuras importantes da facção, por policiais, parece ter sido o motivo desencadeador dos ataques. É certo que a polícia tem obrigação de capturar e prender criminosos e não matá-los.

Este grupo organizado, com suas hierarquias, normas e regulamentos, só conseguiu dominar grande parte das prisões no Estado porque existiu espaço para isto. O governo fez vista grossa e, pior ainda, acordos com esta facção, levando-os constantemente a demonstrarem força, ao inibirem e amedrontarem os funcionários prisionais e a própria polícia.

Um grupo como este pode ser comparado à educação que se deve dar a uma criança: os pais são os responsáveis por ela e com isso, devem suprir suas necessidades e também, impor limites e não deixarem que ela os domine. Se desde o início, os integrantes da facção tivessem sido controlados, hoje eles não teriam o poder que usufruem. Portanto, não seriam como uma criança que impõem as regras e não conhecem limites.

Aos poucos eles foram conquistando espaço nas prisões e fora delas, sob o olhar complacente do governo. Atualmente temos bairros inteiros dominados por esta facção, em centenas de cidades paulistas, e isso pode ser constado ao se observar os símbolos deixados por eles.

Por não terem sido impedidos nas prisões, eles perceberam que fora delas também não seriam incomodados.

Ao invés de encontrarmos postos policiais e viaturas fazendo ronda nas ruas das cidades, vemos sim, as marcas deixadas por membros desta facção e indivíduos pertencentes a ela comercializando o que bem entendem.

Nada é por acaso e o crime organizado só conseguiu o poder que hoje possui porque encontrou um governo benevolente e que fingiu, com hipocrisia, que nada estava acontecendo de errado com as forças constituídas do Estado. Há quase duas décadas que esta inversão de valores tem ocorrido.

Hoje vemos muito mais do que em qualquer outra época, policiais e funcionários prisionais apavorados, demonstrando grande sofrimento psíquico, sob o domínio do crime organizado.

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Maria de Fátima