Publicado 06 de Novembro de 2012 - 5h00

Por Maria de Fátima

Maria de Fátima

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Maria de Fátima

A onda de assassinatos de policiais e agentes de segurança no Estado de São Paulo é assustadora e absurda. Ela mostra a fragilidade da segurança pública no Estado.  O crime organizado, mais uma vez, afronta e faz vítimas.

Em 2006 houve uma matança generalizada em todo o Estado, como demonstração de poder da facção criminosa denominada PCC. Este grupo só conseguiu matar, incendiar veículos – principalmente ônibus – jogar bombas em bancos, atirar e também jogar bombas em postos e carros policiais, porque ganharam espaço para isto.

Quando o Estado é incompetente em suas obrigações, as chances de algum poder paralelo dominar a situação é muito alta e foi isto que aconteceu naquela época.

Hoje, com as mortes quase diárias de agentes do Estado, podemos concluir que novamente o crime organizado está controlando quem deveria controlá-lo e inibi-lo: existe uma grave inversão de valores.

A polícia, conforme noticiado pela imprensa dias atrás, sequer possui coletes à prova de balas adequados e em número suficiente para toda a corporação.

Esta precariedade, tanto em equipamentos, quanto em número de servidores que está aquém do necessário para prover a segurança pública, demonstra a fragilidade governamental.

O Estado de São Paulo é o mais rico do país, mas os serviços oferecidos à população são comparáveis aos de Estados pobres da Federação.

Existe uma guerra disfarçada, com todas estas mortes, tanto de civis quanto de policiais e quem perde é a população desprotegida e os pobres servidores públicos que são mortos covardemente.

Os policiais têm a incumbência de proteger a segurança e a vida da população, mas quem, de fato, está protegendo a vida deles?

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Maria de Fátima