Publicado 27 de Novembro de 2012 - 18h14

Por Carlo Carcani

Carlo Carcani

Érica Dezonne/AAN

Carlo Carcani

O presidente da CBF, José Maria Marin, disse que “muito dificilmente” o novo técnico da Seleção Brasileira será um estrangeiro, numa referência à possibilidade de Pep Guardiola ser o escolhido para substituir Mano Menezes. Eu gostaria muito de ver Pep no comando porque, na minha avaliação, a Seleção Brasileira é a equipe mais especial do planeta, embora não seja tratada como tal pela própria CBF.

 

Felipão já prestou grandes serviços à Seleção, mas, convenhamos, está longe de ser aquele treinador competitivo e exigente que bateu o recorde de vitórias seguidas em Copas (7 com o Brasil em 2002 e mais 4 com Portugal em 2006). Ficou muitos anos sem ganhar título expressivo e teve uma temporada dura no Palmeiras.

Tite faz um trabalho excelente no Corinthians e Muricy todo ano ganha alguma coisa. São três bons nomes, mas será que a Seleção não merece algo diferente? Pep Guardiola é um técnico de filosofia essencialmente ofensiva. Gosta do futebol bonito, da valorização da posse de bola, do passe preciso e inteligente. Pep montou no Barcelona uma das melhores equipes da história do futebol mundial. No fundo, o que todos torcedores esperam da Seleção Brasileira é o melhor futebol do mundo. E não vejo ninguém capaz de desenvolver um trabalho com esse objetivo acima de todos os outros. Para Pep, ganhar é fundamental, mas não consigo imaginá-lo implantando o chamado “futebol de resultados” em uma seleção de ponta. Tomara que Marin mude de ideia.

E por falar em grandes treinadores, como é bom ver um encontro entre Zé Roberto e Bernardinho em Campinas. O Vôlei Amil fez uma bela estreia na Superliga e hoje já tem outra pedreira. Um jogão.

Lamento que muitos falem apenas das desavenças pessoais entre esses dois profissionais geniais, exigentes, competitivos e vencedores. O relacionamento pessoal não é bom, espero que isso mude um dia, mas, para torcedores, atletas e jornalistas, o que importa é o trabalho de cada um.

Se no futebol temos que desejar a contratação de um espanhol que acredita no futebol arte para dar um jeito na nossa Seleção, no vôlei temos dois Guardiolas, vencedores e competentes. As diferenças pessoais não são da nossa conta.

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