Publicado 23 de Novembro de 2012 - 16h36

Por Agência Brasil

Vinte e sete pessoas foram presas hoje (23) acusadas de pertencer a uma quadrilha que oferecia falsos empréstimos para tomar dinheiro das vítimas.

As prisões foram efetuadas durante a operação Dinheiro Fácil, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em parceria com as polícias de Minas Gerais e Espírito Santo. A estimativa é que 5 mil pessoas foram lesadas, causando prejuízo de, aproximadamente, R$ 1 milhão.

A ação teve por objetivo cumprir 32 mandados de prisão expedidos pela Justiça, sendo 24 no Rio, sete em Minas Gerais e dois no Espírito Santo.

Os agentes apreenderam veículos, material usado para a prática do delito, além de celulares e valor em dinheiro não divulgado.

Os presos foram indiciados pelos crimes de formação de quadrilha e estelionato. Se condenados, as penas somadas podem chegar a 11 anos de prisão.

No Rio de Janeiro, a ação ocorreu na capital e em Niterói, Maricá, Nova Iguaçu, Belford Roxo e Penedo. Em Minas Gerais, a operação foi feita em Belo Horizonte, Contagem, Lagoa Santa e Coronel Fabriciano. Já no Espírito Santo, os agentes atuaram em Marataízes.

O delegado Márcio Mendonça, responsável pela operação e titular da 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, na zona sul da capital fluminense, disse que a investigação teve início há cerca de cinco meses, ao receber uma denúncia de que uma pessoa teria sido lesada após contato por meio de informações anunciadas em classificados de um jornal.

Mendonça informou que pelo menos dez empresas que anunciavam em um determinado jornal estariam envolvidas no crime. "Nós conseguimos identificar dez empresas realizando ações criminosas e percebemos que cinco pessoas eram vítimas diariamente de cada uma dessas empresas", disse.

Segundo apontaram as investigações, o grupo oferecia o empréstimo sem a necessidade de consulta a banco de dados ou de comprovante de renda.

Ao entrar em contato, a pessoa solicitava uma determinada quantia à empresa e, por meio de um agenciador, o dinheiro era depositado na conta bancária da vítima.

Porém, o depósito era feito por meio de um envelope vazio, ou seja, um crédito bloqueado. Assim a vítima não recebia o dinheiro pedido.

Ainda de acordo com o delegado, no decorrer das investigações foi descoberto que a prática era realizada em mais dois estados.

"Descobrimos que não era só no Rio que as ações eram praticadas, muitas das vezes as vítimas faziam contato por telefone com o prefixo do Rio de Janeiro, e posteriormente, os estelionatários faziam contatos com prefixos de outros estados, por isso temos ações tanto em Minas Gerais como no Espírito Santo", ressaltou.

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