Publicado 05 de Novembro de 2012 - 14h57

Por Agência Estado

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante

Agencia Brasil

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que a origem de boatos de cancelamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) divulgados no sábado (03) de manhã por um internauta no twitter, teve origem em Campinas. Segundo ele, a Polícia Federal está investigando. 

 

Segundo as primeiras informações, o internauta @gui_panga postou às 10h08 de sábado que o exame havia sido cancelado. A repercussão foi imediata e o post chegou a figurar entre os mais acessados da rede social. Após desmentir a informação, o Ministério da Educação mobilizou a PF. No domingo (04), o perfil do internauta foi apagado do twitter.

O ministro advertiu: “Vamos avaliar juridicamente a questão, ver se é possível enquadrar na lei que prevê punição contra ato de concurso público. É preciso aprimorar a legislação dos concursos.” 

 

Mercadante também falou sobre outro problema envolvendo as redes sociais - a eliminação de 65 candidatos que postaram na internet fotos dos cadernos de questões durante a prova. “Tivemos 37 casos no sábado e 28 hoje (ontem) de jovens que utilizaram instrumento eletrônico para postar mensagem durante a prova. Perderam oportunidade. Infelizmente, foram prejudicados. A seriedade tem de ser compartilhada”, disse.

Fraudes 

O ministro comemorou o fato de não haver indícios de fraude na edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), encerrado no domingo (04). Ele disse que a presidente Dilma Rousseff foi informada no começo da tarde de que, diferentemente dos anos anteriores, o exame ocorreu sem problemas de segurança. 

 

“Não tivemos nenhuma fraude, nenhum indício que pudesse arranhar a seriedade do Enem”, disse Mercadante, ao fazer um balanço dos dois dias da prova. “O exame aconteceu como quase tudo que estávamos prevendo, só o caso da Pamela que não”, acrescentou, referindo-se à candidata que deu à luz no banheiro de uma escola no Mato Grosso do Sul, pouco antes do exame. Segundo o ministro, “o governo aprendeu com as experiências anteriores”.

 

Mercadante prometeu dar nova chance de fazer o exame para candidatos que não puderam terminar o Enem por causa de incidentes isolados na Bahia, no Acre e no Mato Grosso do Sul, lamentou os 65 alunos eliminados por postar fotos da prova durante o exame e disse que vai buscar uma solução jurídica para punir o internauta quem usou a rede social para disseminar boato do cancelamento do Enem, no sábado (03).

Os estudantes prejudicados pela chuva, que no domingo (04) não terminaram o exame, serão autorizados a fazer nova prova. “Em cinco cidades tivemos problemas. A situação que nos preocupa é Amargosa, na Bahia, onde a escola foi destelhada. Os alunos poderão fazer nova prova em dezembro, assim como a Pamela (que deu à luz) e os candidatos sabatistas de Rio Branco, no Acre, que sofreram com falta de energia na noite de sábado”, afirmou. Estudantes deficientes visuais que tiveram problema para fazer a prova no Rio de Janeiro também serão autorizados a fazer outro exame, acrescentou.

 

Comissão

 

De acordo com o ministro, uma comissão vai decidir sobre a anulação de questões do Enem consideradas problemáticas por especialistas. Professores de cursinhos ouvidos pelo Estado fizeram reparos a cinco questões das provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza, anteontem. “Estamos seguros da capacidade das pessoas que elaboraram as provas”, disse.

 

Mercadante relatou casos curiosos ocorridos durante as provas, como no Mato Grosso, onde a polícia quis entrar no local de prova para cumprir mandado de prisão contra um estudante. “Não deixamos entrar”, disse o ministro. Os policiais tiveram de aguardar do lado de fora.

 

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