Publicado 23 de Novembro de 2012 - 16h10

Por France Press

A França considerou que as decisões tomadas pelo presidente egípcio Mohamed Mursi, que anunciou na quinta-feira medidas que reforçam seus poderes, não estão "na boa direção", declarou nesta sexta-feira o ministério das Relações Exteriores.

 

"Após décadas de ditadura (...) a transição política e democrática não pode ser feita em poucas semanas, e nem em poucos meses. A declaração constitucional adotada ontem pelo presidente Mursi, tal como foi anunciada, não nos parece ir na boa direção", disse Philippe Lalliot, porta-voz do Quai d'Orsay, durante uma coletiva de imprensa.

O presidente islâmico, Mohamed Mursi, adotou dispositivos de valor constitucional que aumentam seus poderes, particularmente em detrimento ao aparato judiciário. Neste sentido, o presidente decidiu, entre outras coisas, destituir o procurador-geral.

 

"Desde o início da revolução, nós apoiamos, sem nenhuma reserva e em todos os domínios, (...) uma transição política que estivesse em conformidade com as aspirações do povo egípcio", ressaltou Lalliot.

 

"Também alertamos que esta transição deveria conduzir à implantação de instituições democráticas, pluralistas e que respeitam as liberdades públicas", prosseguiu.

 

"No seio dos princípios fundamentais do Estado de direito, evidentemente, figura a independência do Poder Judiciário", ressaltou.

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