Publicado 23 de Novembro de 2012 - 11h05

Por France Press

A Rússia advertiu nesta sexta-feira contra uma eventual mobilização de mísseis Patriot perto da fronteira da Turquia com a Síria, já que ameaça provocar um "conflito armado grave".

"Quando mais armas se acumulam, mais risco existe de que sejam usadas", declarou o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, à imprensa.

"Qualquer acúmulo de armas significa um risco de que uma provocação crie um conflito armado grave. Queremos evitar isso a qualquer custo", lembrou.

Um porta-voz da chancelaria havia advertido na quinta-feira que a "militarização da fronteira turco-síria" é um "sinal preocupante".

A Turquia pediu formalmente na quarta-feira a mobilização de mísseis de defesa antiaérea e antimísseis Patriot pelos países membros da Otan ao longo da fronteira com a Síria.

Os Estados Unidos e a França anunciaram que são a favor da solicitação.

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen, indicou que sua organização estudará o pedido turco sem demora.

Dos 28 membros da Otan, apenas Alemanha, Holanda e Estados Unidos contam com baterias de mísseis Patriot.

A Rússia, sócia histórica do regime sírio, a quem fornece armas, apesar das críticas ocidentais, bloqueou em três ocasiões junto com a China resoluções ocidentais no Conselho de Segurança das Nações Unidas destinadas a pressionar Damasco.

NAVIOS

A Rússia pediu a seus barcos de guerra que se posicionem diante do litoral de Gaza e que fiquem preparados para uma eventual evacuação dos cidadãos russos em caso de uma escalada do conflito, indicaram fontes fontes militares citadas pelas agências russas.

 

Um grupo de navios, incluindo o cruzeiro "Moskva", "recebeu a ordem de tomar posição em uma zona precisa da parte oriental do Mar Mediterrâneo para uma possível evacuação dos cidadãos russos da Faixa de Gaza em caso de uma escalada do conflito israelense-palestino", indicou uma fonte do comando central da marinha, citada pelas agências Interfax e Ria-Novosti.

 

Este anúncio acontece apesar de, na quarta-feira, ter entrado em vigor um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, depois de uma semana de violentos confrontos.

 

O Estado hebreu, no entanto, alertou que responderá a qualquer novo ataque.

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