Publicado 09 de Novembro de 2012 - 11h22

Por France Press

Protesto de manifestantes no Cairo, Egito

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Protesto de manifestantes no Cairo, Egito

Cerca de 2.000 islamitas ultraconservadores realizaram nesta sexta-feira uma manifestação na emblemática praça Tahrir, do Cairo, para pedir a aplicação da "sharia" (lei islâmica), um assunto que gera intensos debates na comissão encarregada de redigir a futura Constituição.

 

"O Alcorão acima da constituição", "Aplicação da sharia", lia-se em alguns dos cartazes carregados pelos manifestantes pela praça que se tornou o símbolo da luta popular que derrubou o governo de Hosni Mubarak em fevereiro de 2011, constatou um jornalista da AFP.

 

"Pão, liberdade e sharia', pedia outro cartaz.

 

A Irmandade Muçulmana, de onde surgiu o atual presidente Mohammed Mursi, e o principal partido salafista, Al Nur, anunciaram que não participarão desta manifestação, batizada de "Sexta-feira da Aplicação da Sharia" e lançada por grupos fundamentalistas, como a Frente Salafista e o Gamaa Islamiya.

 

Os manifestantes pediam nesta sexta-feira o reforço da sharia na futura constituição egípcia. Os "Princípios da Sharia Islâmica" já haviam sido propostos como a fonte principal da legislação em uma Constituição que foi suspensa pelos militares após a queda de Mubarak.

 

Os ultraconservadores muçulmanos desejam substituir o termo "princípios" por "preceptor", ou diretamente por "Sharia", ideia rejeitada por liberais e laicos.

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