Publicado 08 de Novembro de 2012 - 17h41

Por France Press

Ao menos cinco imigrantes morrem a cada dia ao tentar entrar na Europa, a maior parte no mar, segundo dados para o ano de 2011 do Mapa dos Imigrantes, apresentado nesta quinta-feira pela rede Migreurop.

 

Aproximadamente 2.000 pessoas morreram em 2011 quando tentavam entrar no continente europeu, 1.500 delas apenas no primeiro semestre, segundo esta rede formada por 40 associações europeias e africanas, que defende a livre circulação de pessoas.

 

Este número é superior ao registro de 2010, mas ligeiramente inferior ao recorde de 2006.

 

No total, mais de 16.250 imigrantes morreram -afogados, por asfixia, de fome, frio ou se suicidando- nas fronteiras da Europa de janeiro de 1993 até março de 2012, informa a rede.

 

Nos últimos 20 anos, cerca de 13.000 pessoas desapareceram no mar no sul do continente (6.000 no Golfo da Sicília, 2.500 no Estreito de Gibraltar e 3.000 nas Ilhas Canárias).

 

"A fronteira verde que separa, com uma região de florestas, a Ucrânia da Polônia é outro eixo mortífero", indica o informe.

 

Estes dados se apoiam em cálculos da associação United Against Racism, com sede em Amsterdã, e em artigos da imprensa ou em informações de pessoas no terreno.

 

Ainda assim, "é uma amostra mínima de uma tragédia ignorada", já que, por exemplo, a lista de afogados se baseia nos corpos encontrados ou no testemunho de sobreviventes, sem levar em conta os desaparecidos, declara o Migreurop.

 

O Migreurop justifica este "mapa macabro" pela necessidade de "dar visibilidade a uma situação reduzida à fatalidade".

 

"Também é uma forma de exigência moral e de homenagear as vítimas", escreveram os autores do mapa, que culpam "as restritivas políticas imigratórias" da União Europeia.

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