Publicado 06 de Novembro de 2012 - 17h44

Por France Press

O governo francês anunciou que destinará 30 bilhões de euros para reativar a competitividade das empresas, sendo 20 bilhões em reduções de impostos e 10 bilhões em cortes adicionais dos gastos públicos, que serão compensados com aumentos do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) e outras medidas.

 

As empresas receberão a redução de impostos em 2014 sobre os resultados de 2013.

 

O corte adicional de gastos públicos de 10 bilhões de euros acontecerá em 2014 e 2015, segundo o gabinete do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault.

 

Para financiar os gastos, o governo prevê um aumento da taxa principal e da intermediária de IVA a partir de janeiro de 2014. Já a menor faixa do imposto sofrerá queda.

 

Assim, a taxa reduzida passará de 5,5% a 5%, enquanto a média subirá de 7% a 10% e a principal de 19,6% a 20%.

 

O IVA é um imposto aplicado na União Europeia (UE) que incide sobre a despesa ou consumo e tributa o "valor agregado" das transações efetuadas pelo contribuinte.

 

Além disso, o governo socialista aplicará a partir de 2016 uma "nova taxa ecológica" que deve resultar em pelo menos três bilhões de euros.

 

O corte durará três anos e será traduzido concretamente em uma redução das impostos que as empresas têm de pagar sobre os salários de até 2,5 vezes o salário mínimo. A medida é "massiva e sem precedentes", disse o primeiro-ministro socialista Jean-Marc Ayrault à imprensa.

 

Na segunda-feira, Ayrault recebeu do ex-presidente da EADS, Louis Gallois, um relatório com uma série de medidas para incentivar a competitividade.

 

Outra fonte de financiamento viria de uma nova taxas ecológica, precisou Jean-Marc Ayrault após seminário governamental sobre competividade. Essa taxa seria aplicada a partir de 2016 e captaria de "ao menos 3 bilhões de euros", segundo o documento transmitido pela gabinete do primeiro-ministro.

 

"A França deve comprometer-se com um esforço nacional de reformas estruturais para obter economias duradouras, ao mesmo tempo em que moderniza seus serviços públicos de acordo com o interesse dos franceses", disse Jean-Marc Ayrault.

 

Segundo Ayrault, estas medidas, que se materializam em uma série de projetos de lei em 2013, abrangem "assim a totalidade" das propostas de Gallois.

 

O próprio Gallois, nomeado Comissário de Investimentos, reagiu nesta terça-feira dizendo que "o governo se deu conta do problema" da competitividade na França.

 

O ex-presidente da EADS apresentou suas 22 iniciativas em um contexto de queda contínua por parte da França no mercado mundial, que passou de 6,3% em 1990 a 3,3% em 2011.

 

O primeiro-ministro francês anunciou também a imediata criação de um fundo dotado com 500 milhões de euros para ajudar as pequenas e médias empresas com "dificuldades de tesouraria".

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