Publicado 07 de Novembro de 2012 - 20h45

Por Agência Estado

Renê Simões estava em rota de colisão com José Geraldo Oliveira, gerente de futebol, e Marcos Tadeu, diretor das categorias de base

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Renê Simões estava em rota de colisão com José Geraldo Oliveira, gerente de futebol, e Marcos Tadeu, diretor das categorias de base

Contratado em fevereiro para ser a ponte entre as categorias de base e a equipe profissional, Renê Simões deixou o cargo de diretor técnico do Centro de Formação de Atletas (CFA) do São Paulo. A decisão foi tomada em reunião nesta quarta-feira (07/11) entre o treinador e o diretor de futebol Adalberto Baptista.

A alegação oficial é que Renê está à procura de novos desafios profissionais, mas a verdade é que ele vem em forte rota de colisão com José Geraldo Oliveira, gerente de futebol, e Marcos Tadeu, diretor das categorias de base, por causa da forma da dupla gerenciar as equipes mais jovens.

Renê chegou com a missão de profissionalizar o departamento e, desta forma, facilitar a criação de novos talentos como Lucas, Oscar e Breno, todos saídos de Cotia, na Grande São Paulo. Ele chegou a conhecer diversos CTs de base pelo mundo e almejava dar ao São Paulo a mesma estrutura de La Masia, mítico centro de formação de atletas do Barcelona.

No entanto os desgastes começaram a aparecer e Renê se viu impedido de realizar seu trabalho. Como Geraldo e Tadeu são homens de confiança do presidente Juvenal Juvêncio e, apesar das muitas críticas, o dirigente se recusa a demiti-los. Conselheiros de oposição chegaram a acusar o gerente de viabilizar esquemas que favorecessem empresários, mas as alegações nunca foram comprovadas.

A maior prova do racha existente em Cotia foi dada pelo ex-treinador Zé Sérgio logo após a pífia campanha na Copa São Paulo de Juniores deste ano, quando o São Paulo foi eliminado na primeira fase. "Uma situação como essas pode fazer com que o São Paulo mude um pouquinho os seus conceitos de trabalho. O avião caiu, agora vamos pegar a caixa preta e abri-la", disse à época.

Mesmo com dois títulos mundiais na bagagem, acabou demitido. O técnico, hoje na base da Ponte Preta, era um crítico às regalias oferecidas aos garotos, que passaram a ser visto como "mimados". "Oferece-se muito e cobra-se pouco. Eles (jogadores) dão muito pouco ao São Paulo", criticou.

O clube ainda não se pronunciou sobre o desligamento de Renê e não anunciou se um profissional será contratado para o seu lugar.

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