Publicado 06 de Novembro de 2012 - 13h33

Por Carlos Rodrigues

O Guarani fechou os portões do treinamento desta segunda-feira (05/11): segredo começa a fazer parte da rotina do clube nessas últimas rodadas

Dominique Torquato/AAN

O Guarani fechou os portões do treinamento desta segunda-feira (05/11): segredo começa a fazer parte da rotina do clube nessas últimas rodadas

A noite desta terça-feira (06/11) promete ser de drama e tensão no Brinco de Ouro. Pressionado por uma sequência de dez partidas sem vitória na Série B do Brasileiro e pela proximidade da zona de rebaixamento, o Guarani enfrenta o ASA, às 19h30, com a obrigação de espantar a crise. Na 15ª colocação, com 38 pontos, o Bugre alivia a pressão se acabar com o jejum, mas pode terminar a 35ª rodada a um ponto do Z4 em caso de derrota. O time alagoano, em 11º lugar com 44 pontos, não corre risco e apenas cumpre tabela.

Diante de tanta responsabilidade, o técnico Vilson Tadei fechou o último treinamento e pediu atenção ao time. "Para nós é um jogo de suma importância. O ASA é uma equipe qualificada e que já se livrou completamente. Então temos que tomar nossos cuidados. Mais do que nunca, precisamos fazer um jogo de forte marcação e não dar espaços para o adversário", afirma.

Para conseguir o resultado positivo, Tadei adianta que o time não poderá ser afoito, se lançando de qualquer maneira à frente. Para ele, os jogadores precisam ser inteligentes dentro de campo. "Temos que procurar fazer o resultado, mas com sabedoria. Não adianta sermos um time desesperado. Precisamos jogar conscientes e compactados", enfatiza.

O goleiro Emerson tem opinião semelhante. "É um jogo de inteligência e temos que saber nos impor. Não precisamos nos lançar para fazer o gol de qualquer jeito, porque do outro lado tem um time qualificado. Temos 90, 95 minutos para conseguir essa vitória", frisa o capitão, para quem a pressão não pode atrapalhar os jogadores. "Temos que administrar a pressão e procurar dar a volta por cima. Se não mostrarmos condições de reverter a situação, vamos acabar sentindo e o rendimento será prejudicado", alerta.

Outro trunfo que o Guarani espera ter é o apoio das arquibancadas, mesmo com a baixa média de público do time na Série B. Por isso, Vilson Tadei convocou os bugrinos e lembrou a postura da torcida do Guaratinguetá, que apoiou a equipe na última rodada na vitória sobre o Guarani. "O apoio da torcida é muito importante nesse momento de dificuldade. Nós vimos no último jogo lá em Guaratinguetá, o torcedor aplaudindo e incentivando. O que nós queremos é unir nossas forças, superar esse momento difícil e sair dessa situação que incomoda muito", pede o treinador que ainda não venceu em três jogos no comando do time.

MISTÉRIO

Vilson Tadei aposta no mistério como uma arma para acabar com a má fase do Guarani. Nesta segunda-feira (05/11), o treinador comandou um treinamento com portões fechados e escondeu o time que enfrenta o ASA. Esta não é a primeira vez que Tadei opta pela estratégia. Antes do jogo contra o Atlético-PR, em sua estreia, o artifício também foi usado. Na oportunidade, o Bugre conseguiu um empate em Curitiba. Tadei espera surpreender o adversário. "Fizemos um treinamento tático, umas alterações em função de cartões e outras mudanças foram trabalhadas também. Não queremos dar chance pro adversário saber o que temos em mãos. Procuramos fazer alguma coisa no sentido de pegá-los de surpresa", explica o treinador.

O zagueiro Fernando e o meia Kleiton Domingues cumprem suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Na zaga, Rodrigo Arroz fará dupla com Neto. No meio, Rafael Costa retorna de suspensão e pode começar jogando. Outra alternativa é a entrada de Fabrício, que agradou contra o Guaratinguetá. Mais mudanças podem acontecer, mas serão confirmadas apenas momentos antes da partida. A grande novidade é a presença do volante Wellington Monteiro entre os relacionados. Por questões físicas, o jogador não será utilizado na partida, mas a intenção de Vilson Tadei é aproveitar a experiência do jogador durante a concentração. "É um jogador importante que está dentro do grupo e pode ajudar nesse momento." 

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Carlos Rodrigues