Publicado 29 de Novembro de 2012 - 21h44

Por Paulo Santana

A unidade da Macaca chegou a ter 10 mil sócios, mas hoje conta apenas com 200 títulos ativos

Rodrigo Zanotto/Especial para a AAN

A unidade da Macaca chegou a ter 10 mil sócios, mas hoje conta apenas com 200 títulos ativos

Com a intenção de abrir caminho para a construção de sua arena multiuso, a Ponte Preta anunciou, nesta quinta-feira (29/11), o fechamento da unidade social do Jardim Eulina, conhecida como Cidade Pontepretana. O clube agora espera o aval da Célula de Acompanhamento e Aceleração de Projetos (CAAP), da Prefeitura de Campinas, para começar a tirar o projeto do papel e colocar a mão na massa, em parceria com um grupo europeu.

De acordo com o secretário de Gestão e Controle de Campinas, Frederico Sequeira Scopacasa, nesta fase inicial de avaliação existem mais "impeditivos legais do que técnicos". Primeiro, a Ponte precisa de autorização para mudar o uso da área que foi doada pelo município há quase 40 anos para uma praça de esportes. E isso depende de aprovação na Câmara Municipal.

Depois, terá que se atentar para as obras de infraestrutura na região. O CAAP já alertou para a necessidade de construção de uma avenida desde a região da Escola de Cadetes até a rodovia Anhanguera, passando pelo Jardim Eulina. Também será preciso um ou dois viadutos sobre a rodovia para desafogar o trânsito do trevo da Bosch. "Sem isso, haverá um caos na área e moradores de bairros como Via Norte e Boa Vista não conseguirão chegar em suas casas", explica Scopacasa.

A diretoria alvinegra não revela detalhes nem investimentos que serão feitos no projeto, mas demonstra otimismo com o pontapé inicial. Garante, inclusive, que todas estas questões citadas pelo secretário já estão previstas na previsão de custos. "Acreditamos que a construção possa começar já no início de 2013", sintetiza Miguel Di Ciurcio, coordenador do grupo de estudos da Arena Ponte Preta.

O projeto, aliás, é bem maior que o divulgado há dois anos pelo clube. Em vez da Odebrecht, uma construtora que pretendia comprar o estádio Brinco de Ouro, do Guarani, será a parceira da Ponte. Com isso,. a Macaca não precisará fazer o empréstimo de mais de R$ 100 milhões junto ao BNDES como previsto antes. E em vez de 30 mil, a arena terá capacidade para 40 mil torcedores. O clube terá 100% de direitos sobre ela. No entorno, serão erguidas torres comerciais e residenciais de alto padrão, shopping center, hipermercado, hotel, centro de convenções e estacionamento para aproximadamente 2,5 mil veículos. A construtora ficará com os lucros nestas áreas.

PAINEIRAS

A Cidade Pontepretana, que chegou a ter 10 mil associados no final dos anos 1970, conta hoje com pouco mais de 200 títulos ativos. O déficit mensal ultrapassa a marca de R$ 30 mil. No ano passado, totalizou prejuízo acima dos R$ 360 mil. Com o fechamento definitivo no dia 31 de dezembro, os sócios poderão migrar sem custo para a unidade Expansão, localizada no Jardim das Paineiras.

Para quem não quiser, a Ponte Preta se compromete a comprar título similar no Concórdia, Cultura, Andorinhas ou outro clube equivalente na cidade. "Nossa expectativa, porém, é que a maior parte vá para o Paineiras. Lá, oferecemos excelente infraestrutura para esportes e lazer. Acreditamos que vamos fortalecer aquela unidade em número de frequentadores e receita", diz o presidente em exercício Márcio Della Volpe.

O Paineiras, que também causa prejuízo ao clube, passou por recentes reformas. O associado conta com piscinas, ginásio poliesportivo, quadra de tênis, salão social, restaurante e academia de ginástica. Um campo de grama sintética está sendo construído no lugar do antigo campo de areia. Em 2011, as duas sedes custaram R$ 700 mil para os cofres da Macaca. 

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Paulo Santana