Publicado 29 de Novembro de 2012 - 15h30

Por Agência Estado

José Maria Marin e Carlos Alberto Parreira, durante coletiva de apresentação dos novos comandantes da Seleção

France Press

José Maria Marin e Carlos Alberto Parreira, durante coletiva de apresentação dos novos comandantes da Seleção

O presidente da CBF, José Maria Marin, admitiu ter sofrido pressão da Fifa para antecipar o anúncio do novo técnico da Seleção Brasileira, que foi feito nesta quinta-feira (29), com a confirmação da contratação de Luiz Felipe Scolari. Ele também aproveitou a entrevista coletiva no Rio para defender sua escolha para os cargos - incluindo também o coordenador Carlos Alberto Parreira - e para agradecer o trabalho daqueles que deixaram a entidade, Mano Menezes e Andrés Sanchez.

 

Ao demitir Mano Menezes na última sexta-feira, numa decisão que acabou provocando posteriormente a saída de Andrés Sanchez do cargo de diretor de seleções, Marin tinha anunciado inicialmente que o novo técnico seria revelado apenas em janeiro. Mas ele foi pressionado pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, para antecipar a divulgação do nome escolhido por causa do sorteio dos grupos da Copa das Confederações, que acontecerá neste sábado (1º), em São Paulo.

 

"Alguns motivos contribuíram para antecipar o anúncio. Um deles foi a pressão da Fifa quando nós mostramos nossa intenção. Foi sugerido, pelo prestígio internacional que Parreira e Felipão têm, que era muito importante que a noticia fosse divulgada o mais depressa possível. E tem as reuniões em São Paulo dos técnicos de cada país da Copa das Confederações. E não queríamos que essa cadeira ficasse vazia", explicou Marin.

 

Para escolher Felipão e Parreira, Marin disse ter consultado alguns companheiros da diretoria da CBF e alguns presidentes de federações estaduais. "E a opinião foi unânime", revelou o dirigente, que chegou a elogiar outros treinadores que eram candidatos ao cargo. Ao citar Tite, ressaltou que era importante acabar com especulações para não tirar o foco do Corinthians na disputa do Mundial. E ao falar de Muricy Ramalho, disse não querer desfalcar o Santos.

 

Sem citar o nome de Guardiola, que chegou a ser especulado como um dos candidatos ao posto, Marin descartou a ideia de um treinador estrangeiro na seleção. "Felizmente, nosso País tem um número muito grande de técnicos competentes, dedicados e merecedores de ocupar esse cargo", justificou o dirigente, garantindo também que "as portas da CBF estarão sempre abertas" para Andrés Sanchez e Mano Menezes, a quem fez seus "sinceros agradecimentos" pelo trabalho realizado.

 

No final, quando questionado sobre o momento conturbado da CBF e sobre a presença de Marco Polo del Nero (presidente da Federação Paulista de Futebol) e Rubens Lopes (presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio) na entrevista, Marin mostrou irritação. "Posso merecer algumas críticas, mas a maioria esmagadora do torcedor brasileiro está aplaudindo a nossa decisão e a nossa escolha. Estou com a consciência tranquila e, assim como o torcedor brasileiro, eu tenho certeza absoluta que os dois (Felipão e Parreira), pelo passado, pela capacidade e acima de tudo pelo respeito, irão corresponder plenamente a nossa confiança", afirmou.

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