Publicado 28 de Novembro de 2012 - 16h07

Por Paulo Santana

Marta reconhece que a Seleção Brasileira teve um ano ruim

Cedoc/RAC

Marta reconhece que a Seleção Brasileira teve um ano ruim

Mais uma vez finalista ao prêmio de melhor jogadora do mundo pela Fifa, Marta sabe que está longe da condição de favorita à Bola de Ouro deste ano entre as mulheres, até pelo fato de que a seleção brasileira feminina de futebol amargou uma temporada decepcionante. Grande destaque individual do Brasil, a meia-atacante acredita que a queda de rendimento do time nacional está diretamente ligada ao enfraquecimento da sua parte coletiva, segundo destacou em entrevista para o site oficial da Fifa, publicada nesta quarta-feira (28).

 

A Fifa irá anunciar nesta quinta-feira, em São Paulo, as três finalistas ao prêmio de melhor jogadora do mundo, sendo que Marta concorre com Homare Sawa, Miho Fukumoto e Aya Miyama, do Japão; Carli Lloyd, Alex Morgan, Abby Wambach e Megan Rapinoe, dos Estados Unidos; Christine Sinclair, do Canadá; e Camille Abily, da França.

 

Atuando hoje pelo Tyreso, da Suécia, Marta ganhou cinco vezes seguidas a Bola de Ouro da Fifa, entre 2006 e 2010, mas agora sabe que o momento ruim da seleção brasileira colabora em muito para que ela não volte a receber essa honraria.

 

"Acho que ninguém anda feliz com os últimos resultados. Temos muita qualidade e precisamos explorá-la melhor. Se os resultados coletivos não vêm, isso prejudica o grupo todo. E, obviamente, acaba prejudicando individualmente também", admitiu Marta, que ainda lamenta muito o fato de o Brasil ter sido eliminado pelo Japão nas quartas de final da Olimpíada de Londres, neste ano, e cair na mesma fase diante dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2011.

 

"Na minha memória ainda 'passa um filme', tanto do jogo contra as americanas quanto do contra o Japão. Penso que poderíamos ter feito melhor. Precisamos aprender a jogar esses tipos de partidas, temos que nos entregar 100% em todos os jogos. Sabemos que nos últimos anos a gente acabou deixando escapar a chance de estarmos entre os melhores no ranking, mas temos total capacidade de voltar aos primeiros lugares novamente", projetou.

 

Marta também revelou que votaria na canadense Christine Sinclair caso participasse da eleição da melhor jogadora do ano da Fifa, assim como escolheria a sueca Pia Sundhage, hoje no comando dos Estados Unidos, como melhor treinadora da temporada.

 

Já ao comentar a sua preferência para a premiação que elegerá o maior jogador do ano, a jogadora enfatizou que "Messi continua sendo o melhor do mundo" e ainda acrescentou que votaria em Alex Ferguson, do Manchester United, como melhor treinador.

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Paulo Santana