Publicado 27 de Novembro de 2012 - 21h56

Por Renata Rondini

Vasileva ataca o bloqueio da Unilever

Felipe Christ/Amil

Vasileva ataca o bloqueio da Unilever

Se da última vez que se enfrentaram, José Roberto Guimarães saiu vencedor na final da Superliga de 2004/2005, na noite desta terça-feira (27/11) foi a vez de Bernardinho levar a melhor. A Unilever/Rio de Janeiro derrotou o Vôlei Amil, em Campinas, por 3 sets a 1 (25/23, 25/21, 20/25; 25/15) em partida válida pela segunda rodada da Superliga Feminina 2012/2013. Agora, a equipe campineira busca a reabilitação diante do Rio do Sul, na próxima sexta-feira (30/11), fora de casa.

Com três campeãs olímpicas, a líbero Fabi, a ponta Natália e a levantadora Fofão, o Unilever é apontado como um dos favoritos ao título e, apesar de ter iniciado o confronto desta terça lento, mostrou seu potencial. Mesclando experiência e juventude, por sua vez, o elenco do Vôlei Amil superou o nervosismo de início de confronto e, aos poucos, foi aumentando a pressão sobre o adversário com o apoio das arquibancadas.

No primeiro set, a equipe carioca se manteve todo o tempo à frente no placar, chegou a abrir cinco pontos de vantagem. Com bons bloqueios e contra-ataques fortes, o Vôlei Amil encostou e diminuiu para dois pontos a desvantagem, mas perdeu a primeira parcial por 25/23.

O time de Bernardinho continuou sacando forte e Fofão esteve bastante inspirada nas variações de bola. Rio de Janeiro abriu 2 a 0 no jogo com 25/21. No terceiro set, a ponta búlgara Elitsa Vasileva, que entrou no final da primeira parcial, se entrosou mais com o grupo, fez a diferença e o Vôlei Amil imprimiu sua reação. O placar chegou a ficar empatado em 20 a 20. Mas as donas da casa trabalharam bem as defesas de bola espirrada no bloqueio e, com contra-ataques certeiros, se mantiveram vivas no confronto. Após ralis emocionantes, Vasileva colocou a bola no chão e cravou 25/20 para Campinas.

A Arena Amil explodiu com a reação e parecia que o Vôlei Amil levaria a partida para o tie break. A disputa foi ponto a ponto até 10 a 10, mas, aos poucos, o Rio de Janeiro foi mostrando a sua superioridade e Campinas continuou pecando na qualidade do seu saque. Com 17/12 no jogo, o Vôlei Amil passou a errar demais na quadra e perdeu totalmente o controle emocional. E aí bastou o adversário trabalhar a bola para garantir a vitória com 25/15.

“Faltou saque. Numa partida contra uma levantadora como a Fofão e com grandes atacantes, temos que sacar bem para quebrar o passe delas, o que não aconteceu”, resumiu a capitão Walewska. O técnico Zé Roberto também não gostou da eficiência do saque de sua equipe e espera um desempenho acima de suas atletas. “Pecamos demais no saque e erramos muito também no setor defensivo. Começamos o quarto set irregulares, não mantivemos a reação e chegamos a tomar cinco pontos. Contra uma equipe do nível do Rio de Janeiro, isso não pode acontecer. Fica difícil recuperar”, analisou.

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Renata Rondini