Publicado 23 de Novembro de 2012 - 9h01

Por Renata Rondini

Rosane (à esq.) e Renata atuaram juntas nas categorias de base do Guarulhos: reencontro em quadra

Érica Dezonne/AAN

Rosane (à esq.) e Renata atuaram juntas nas categorias de base do Guarulhos: reencontro em quadra

Vice-campeão paulista, o Vôlei Amil faz a sua estreia na Superliga Feminina de vôlei numa reedição da final do Estadual diante do Sollys/Nestlé. A partida está marcada para esta sexta-feira (23/11), às 21h, em Osasco, e terá a transmissão da Sportv. A expectativa é pela primeira partida da búlgara Elitsa Vasileva. Mas ainda falta chegar ao Brasil um documento da Federação Internacional para que a ponta entre em ação. Se a liberação acontecer ainda nesta sexta, a ponteira estará em quadra diante do Sollys das estrelas da seleção brasileira: Jaqueline, Thaisa e Sheilla.

"Estreia sempre tem um frio na barriga, mas é bom. Usamos um pouco o Paulista, que é um campeonato forte e exige das jogadoras, como preparação para a Superliga. Pegamos logo na esteia a equipe mais forte, considerada favorita ao título, mas o Vôlei Amil melhorou em relação ao Estadual. Melhoramos o bloqueio, a defesa. Nosso saque está mais efetivo. Enfim, vejo nosso time crescendo gradativamente", comentou o técnico José Roberto Guimarães. Ele confirmou ter encaminhado verbalmente a renovação de seu contrato com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para mais um ciclo olímpico, se mantendo no comando da seleção brasileira até a Rio/2016. Na próxima semana, ele deve assinar sua renovação no Rio de Janeiro.

ESCALAÇÃO

Caso Elitsa Vasileva esteja em condições para atuar, o time que estreará na Superliga com Fernandinha, Daymi Ramirez, Walewska, Natasha, Elitsa (Jú Nogueira) e Pri Daroit, além da líbero Suelen.

No Campeonato Paulista, Vôlei Amil e Sollys/Nestlé se enfrentaram quatro vezes e o time de Osasco venceu todas. Apesar da retrospectiva negativa, as atletas de Campinas sabem que tem condições de vencer na estreia da Superliga. "É uma estreia como outra qualquer, dá frio na barriga. Contudo. É claro que conhecemos bem o adversário, jogamos com elas quatro vezes e vamos ter que tirar nossos erros. Buscar a vitória lá que na casa dele é sempre difícil", comentou a central Natasha.

A capitão Walewska acredita que a qualidade do saque de Campinas será determinante para construir uma vitória. "Nós dependemos muito do nosso saque. É fundamental o nosso saque funcionar para tirarmos o passe da mão da Fabíola. Além disso, o ponto forte de cada adversária terá que ser bem marcado."

O primeiro jogo do Vôlei Amil em Campinas pela Superliga feminina 2012/2013 será na próxima terça-feira (27/11), às 19h, contra o Unilever do técnico Bernardinho.

IRMÃS JUNTAS

Na última semana, o Vôlei Amil contratou mais um reforço. Rosane de 20 anos e 1,84m, que disputou o Paulista por São Bernardo, chega para ser a terceira levantadora da equipe. A medalhista olímpica Fernandinha é a titular. Mas o novo reforço já chega com clima bastante familiar. Ela é irmã da central Renata.

Com diferença de três anos e meio, as irmãs estão acostumadas com esta convivência profissional. Elas começaram a carreira esportiva no basquete por conta do irmão mais velho e depois migraram para o vôlei. Ainda quando crianças atuaram juntas no pré-mirim de Guarulhos, depois em categorias diferentes no São Caetano. E, além do Campeonato Paulista deste ano, também foram adversárias na Superliga de 2009/2010, quando Renata defendia o Minas e Rosane jogava pelo Macaé, do Rio de Janeiro.

Em seus dias de folga, Rosane sempre aparecia nos treinos da Amil para ver a irmã e ganhou uma oportunidade do técnico Zé Roberto. "Vou aproveitar muito esta chance de estar com atletas tão experientes. A convivência com elas já vale muito e observo tudo o que elas fazem", comentou a jovem Rosane. E, pelo menos nesta Superliga, o “ciúmes” de irmãs está resolvido. "Sempre falava para a minha mãe: 'não vai gritar mais por ela, torcer mais para uma do que para a outra'. Nos duelos do Paulista entre Vôlei Amil e São Bernardo ninguém entendia porque minha mãe comemorava os pontos dos dois times", revelou Renata. 

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Renata Rondini