Publicado 29 de Novembro de 2012 - 5h00

Por Correio

O Carnaval é uma das mais populares festas brasileiras, agregando costumes e fantasias a uma tradição de folia e lazer que toma formas variadas, de acordo com a cultura de cada lugar. O que une a todos os carnavalescos é a disposição ímpar de organizar festejos de rua e salão, reunindo milhões de pessoas em vários dias de celebração.

Campinas é uma cidade que tem grande tradição no desfile de rua. Ao longo dos anos, as escolas de samba e os blocos criaram eventos marcantes, agrupando pessoas pela alegria, pela manifestação de cultura ou pela mera diversão, que, afinal, é a essência do Carnaval. As escolas mantêm ainda viva uma tradição de arregimentar seus componentes e organizar seus desfiles com pompa e circunstância, ainda que o trabalho de um ano se esgote em curtíssimo espaço de tempo e de projeção popular.

Neste ano, os organizadores de novo reclamam das indefinições para a festa do próximo ano. O período de transição de governo e problemas vindos dos carnavais mais recentes jogam um clima de incertezas inevitável. Não há manifestação clara e oficial sobre a disposição de se promover o desfile de rua, ou o lugar onde será realizado e as datas possíveis. Segundo os organizadores, o tempo urge providências antecipadas para que tudo corra dentro de cronograma estabelecido (Correio Popular, 28/11, A7).

O que não se resolve há anos é a total responsabilidade das escolas de samba com relação ao trato com dinheiro público. É recorrente a cada ano que várias escolas fiquem em dívida com a prestação de contas das verbas recebidas. Do ano passado, nada menos que cinco escolas têm problemas neste sentido. É a mesma ladainha repetida pelo grupo que não dispõe de um mínimo de estrutura para se impor como organizador do carnaval.

É preciso discutir o modelo viciado de subsídio às escolas de samba e blocos, acabando com os abusos e desvios. É dinheiro público e é fundamental que haja transparente prestação de contas. E que as escolas também deem sua cota de participação arrecadando verba para se auto sustentarem, sem ficar na mera expectativa de receber o dinheiro fácil da Administração, que também tem sérios problemas essenciais que dependem do orçamento municipal.

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