Publicado 10 de Novembro de 2012 - 12h06

A ex-primeira-dama Rosely Nassim Santos, ex-chefe chefe de gabinete do marido, o ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos

CEDOC

A ex-primeira-dama Rosely Nassim Santos, ex-chefe chefe de gabinete do marido, o ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos

Está marcada para o próximo dia 23, às13h30, a audiência de interrogatório dos 22 réus do Caso Sanasa. Será a primeira vez desde que o processo foi instaurado que os acusados serão ouvidos pela Justiça a respeito do suposto esquema de corrupção denunciado pelo Ministério Público (MP) na empresa de abastecimento de Campinas. A previsão é que sejam necessárias pelo menos duas audiências para que todos possam falar. As sessões, que ocorrerão na Cidade Judiciária, serão abertas a população e serão as últimas antes do anúncio da sentença.

 

A ordem dos depoimentos será definida no dia da sessão e a grande expectativa é com relação ao interrogatório da ex-primeira-dama e apontada como chefe do suposto esquema de corrupção, Rosely Nassim Jorge Santos. No entanto, em tese, ela poderá continuar em silêncio. Os réus ,se preferirem, podem deixar para apresentar a defesa nas chamadas alegações finais. Após as audiências, a defesa dos acusados e o MP entregam suas últimas manifestações e o juiz prepara a sentença de cada um dos réus. A expectativa é que a decisão seja conhecida em até dois meses. Todas as testemunhas já foram ouvidas e está será a quinta audiência do processo.

 

O Caso Sanasa veio à tona em maio do ano passado quando o MP descobriu um esquema de fraudes em licitações na empresa de abastecimento. Na época, uma megaoperação do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) levou para a cadeia empresários e dirigentes públicos. No esquema identificado pelo MP, a ex-primeira-dama, Rosely Nassim Jorge Santos, cobraria de empresários entre 5% a 10% do valor do contrato em propina para direcionar as licitações.

 

O esquema também envolveria outros dirigentes públicos da Administração, como o ex-secretário de Assuntos Jurídicos, Carlos Henrique Pinto, e o vice-prefeito, Demétrio Vilagra (PT). Ambos foram presos. O ex-diretor de Planejamento, Ricardo Chimirri Cândia e o ex-coordenador de Comunicação Francisco de Lagos também tiveram a prisão decretada, mas não foram encontrados e chegaram a ser considerados foragidos até obterem um habeas corpus. Rosely também conseguiu um habeas corpus.

 

A operação deflagrou uma crise política na cidade. O prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) foi cassado, Demétrio assumiu mas também foi retirado do cargo pela Câmara. O presidente do Legislativo, Pedro Serafim (PDT) ficou interinamente na função até abril desse ano, quando a Câmara o elegeu de forma indireta como chefe do Executivo.