Publicado 09 de Novembro de 2012 - 9h23

Por Maria Teresa Costa

Trecho final do anel viário, na confluência com Anhanguera: início de obra extensão até Viracopos depende de análise de relatório ambiental

Elcio Alves/AAN

Trecho final do anel viário, na confluência com Anhanguera: início de obra extensão até Viracopos depende de análise de relatório ambiental

O início das obras de extensão do Anel Viário José Roberto Magalhães Teixeira (SP-083) deverá ser mais uma vez adiado por causa do moroso processo de licenciamento ambiental. Inicialmente previstas para abril, as obras foram adiadas para dezembro, mas dificilmente a concessionária Rota das Bandeiras conseguirá começar a construção no próximo mês. O Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) só foi entregue pela concessionária à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) há uma semana.

Segundo a concessionária, a construção do trecho entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes terá início imediato assim que receber o aval da agência ambiental. A concessionária não fala em adiamento, mas fontes da Cetesb informaram que será muito difícil emitir o licenciamento até o final do ano. Oficialmente, a Cetesb apenas confirmou que o Eia-Rima foi protocolado na quinta-feira da semana passada.

Os atrasos no cronograma estabelecido pela concessionária estão ocorrendo por conta da documentação que está sendo exigida para o licenciamento. Em janeiro, a Cetesb requereu da concessionária um Relatório Ambiental Preliminar (RAP), que foi entregue. Esse relatório é um estudo técnico que oferece elementos para a análise da viabilidade ambiental de empreendimentos ou atividades consideradas potencial ou efetivamente causadoras de degradação do meio ambiente.

A Cetesb, no entanto, considerou o RAP insuficiente para liberar a licença e em julho deu um prazo de 180 dias para que a Rota das Bandeiras entregasse um EIA-Rima. A entrega foi feita em 1º de novembro, dois meses antes do prazo dado pela agência. A Agência Reguladora de Transportes (Artesp) informou que com a entrega da documentação, a Cetesb terá 45 dias para análise, podendo, inclusive, pedir novos documentos

As obras para o prolongamento do Anel Viário entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes têm custo estimado de R$ 120 milhões. Essa ligação irá ampliar o anel em cerca de 15 quilômetros. A obra é parte do contrato de concessão da Rota das Bandeiras, que definiu para até 2015 a chegada do anel viário em Viracopos. A extensão o chegará, na segunda etapa, das rodovias Bandeirantes até a Miguel Melhado Campinas (SP-324), até o aeroporto. O custo desse trecho está estimado em R$ 80 milhões.

A extensão irá auxiliar no trânsito de cargas e no tráfego de veículos na região. Segundo a Secretaria de Estado do Transportes, o volume de caminhões na região de Campinas é muito grande e o anel irá facilitar a retirada de veículos pesados de dentro da cidade. As estradas das regiões de Campinas, Vale do Paraíba e Baixada Santista movimentam 50% das cargas que trafegam pelo Estado. O anel será uma alternativa para o fluxo de veículos da Rodovia D. Pedro I até a região de Viracopos.

Ligação até Americana em estudo

O contrato de concessão das rodovias paulistas obriga as concessionárias a monitorar as rodovias sob suas responsabilidade para acompanhar o nível de serviços e apresentar uma solução toda vez que detectar aumento de tráfego ou outro problema. Dentro desse conceito, a Rota das Bandeiras apresentou à Agência Reguladora de Transportes (Artesp) a proposta de implantação de uma nova estrada ligando a Rodovia Anhanguera, em Americana, à D. Pedro I, no trevo de Sousas, em Campinas.

O projeto está em análise na Artesp. A implantação da nova estrada levará a formação de um rodoanel regional, que terá início em Americana e final no Aeroporto Internacional de Viracopos. A ligação da nova estrada ao aeroporto será feito pelo Anel Viário Magalhães Teixeira, que faz a ligação das rodovias D. Pedro I e Anhanguera e que no futuro interligará a Anhanguera à Bandeirantes e à SP- 324 (Rodovia Miguel Melhado Campos — a duplicação dessa rodovia que liga a Vinhedo é uma das reivindicações dessa cidade).

 

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Maria Teresa Costa