Publicado 06 de Novembro de 2012 - 22h19

Frota deve ser normalizada no ano que vem

Edu Fortes/AAN

Frota deve ser normalizada no ano que vem

Um terço das 30 ambulâncias usadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Campinas está parado à espera de conserto.

Dez viaturas estão com graves problemas mecânicos e elétricos e ficarão inoperantes até o início do ano que vem.

O problema vem se arrastando desde julho, quando 19 veículos estavam sem condições de uso. O Samu está funcionando hoje com 12 ambulâncias. Os outros oito veículos são usados no transporte de pacientes e em outros serviços.

De acordo com o coordenador José Roberto Hansen, o ideal é que o serviço funcione com 15 viaturas nas ruas. “Como ainda há falta de viaturas, o que acontece é o atraso no atendimento dos casos que não têm gravidade, mas os casos de emergência são prontamente atendidos”, afirmou.

Segundo o coordenador, a falta de viaturas aumenta o tempo de espera por socorro dos casos sem gravidade. Hoje, o usuário que se enquadra nesse perfil pode esperar até uma hora para ser atendido.

“As urgências, que são os casos em que há risco de morte ou sequelas graves, são atendidas em até sete minutos”, completou Hansen.

Desde o final do ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde vem enfrentando problemas com a empresa contratada para fazer a manutenção da frota de 30 veículos do Samu.

Ainda segundo Hansen, a antiga prestadora de serviço não fazia os consertos de forma adequada e era comum um carro quebrar duas vezes pelo mesmo problema em um único dia.

A Prefeitura, então, rompeu o contrato com a antiga prestadora, que foi multada e proibida de participar de novas licitações da Prefeitura.

Uma nova empresa foi contratada há 15 dias e presta serviços para a pasta. “O contrato com a antiga empresa foi terminado, ela foi multada e não participou mais da licitação. Uma outra empresa ganhou, mas ainda estamos numa situação não tão agradável. Tenho várias viaturas que vão demorar mais ou menos um mês para ficar prontas”, explicou o coordenador do serviço.

De acordo com ele, a situação só deverá ser normalizada no início do ano que vem. “O reparo dessas ambulâncias vai demandar cerca de um mês porque elas têm muitos problemas”, justificou.

Segundo as projeções de Hansen, a partir do ano que vem o Samu vai conseguir fazer um trabalho de manutenção preventiva em suas viaturas, o que vai melhor a vida útil dos carros. “Essa nova empresa está fazendo um trabalho de qualidade com os carros, a situação melhorou muito”, afirmou.

As dez viaturas paradas devem ficar prontas no início do ano que vem porque precisam de grandes intervenções. “Não adianta ter pressa, elas precisam de reparos no motor, suspensão, na parte elétrica e também na parte interna”, reforçou Hansen.