Publicado 05 de Novembro de 2012 - 22h05

Por Raquel Valli

Depois de passar seis horas e meia esperando para ser atendida nesta segunda-feira (5) no Hospital Mario Gatti, em Campinas, com diarreia e vômito, a monitora escolar Ãngela Santos Gomes de Souza, de 26 anos, diz ter recebido do médico Daniel Raposo apenas um toque na barriga, a prescrição de buscopam e a recomendação de ir para casa.

 

De acordo com o marido de Ângela, o motoboy Rodrigo Bispo de Souza, de 30 anos, a esposa dele passou a tarde de domingo (4) em um pronto-socorro na cidade de Tupã (SP), onde o casal estava, e Ângela foi diagnosticada por um médico local com suspeita de portar a superbactéria.

 

O motoboy, entretanto, não soube precisar o diagnóstico, informando trata-se ou não de suspeita da KPC.

 

Ainda de acordo com Souza, a esposa dele está há um mês com diarreia, mas o vômito começou no sábado (3). “Eles (disse o motoboy referindo-se ao atendimento do Mário Gatti) não fazem caso da gente. A gente tem que se humilhar para conseguir ser atendido”.

A redação entrou em contato com o hospital, mas até às 22h não obteve retorno.

A resposta do Mario Gatti foi dada já nesta terça-feira, por um e-mail da assessoria de imprensa da instituição, que chegou às 15h22.

 

De acordo com a assessoria, "a paciente fez ficha de atendimento às 21h30. Às 23h, quando foi chamada para a consulta, havia desistido do atendimento". Ainda segundo a nota, "Ângela não chegou a ser atendida por nenhum médico do hospital".

 

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Raquel Valli