Publicado 05 de Novembro de 2012 - 21h45

Moura Filho e Edson Moura (à frente) em audiência no MPF

César Rodrigues/AAN

Moura Filho e Edson Moura (à frente) em audiência no MPF

O prefeito eleito de Paulínia, Edson Moura Junior (PMDB), e o pai e ex-prefeito da cidade, Edson Moura (PMDB) participaram nesta segunda-feira (5) de uma das audiências da ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF) que os acusa de sonegação fiscal, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

De acordo com o MPF, os dois, sócios da Sauro Brasileira de Petróleo S/A, e com participação em emissoras de televisão, teriam sonegado cerca de R$ 32,5 milhões.

Também são réus na ação, o seu advogado, Artur Campos Freire, o ex-chefe de gabinete da Prefeitura, José Carlos Bueno de Queiroz dos Santos e o ex-vereador Carlos Eduardo Ferreira, além do dono de uma financeira da cidade.

A audiência foi realizada na 9ª vara federal de Campinas, após o adiamento da última sessão que deveria ter ocorrido em julho, mas acabou não acontecendo devido ao não comparecimento de nenhum dos sete réus.

Edson Moura disse que estava tranquilo e que não havia novidades com relação ao caso. "Não existe fundamento nas acusações. Todas as empresas estão com a situação regular na Receita Federal", afirmou. Edson Moura Filho disse que tem participação pequena nas empresas. "Sou sócio minoritário e estou confiante na decisão da Justiça", disse.

A denúncia oferecida pelas procuradoras da República, Luíza Cristina Fonseca Frischeisen e Maria Luísa Lima Carvalho, foi motivada por representação protocolada em 2005 contra o ex-prefeito pela Associação de Moradores e Amigos de Paulínia (AMA-Paulínia).

No caso de sonegação de impostos, entre os anos de 2001 e de 2002 a 2005, Moura foi autuado por não ter declararado R$ 8,2 milhões.

Quanto à empresa Sauro a sonegação teria atingido o teto de R$ 22, 2 milhões em tributos federais. As duas televisões - TV Educativa de Paulínia Ltda. e TV Educativa Cidade das Flores, de Holambra - aparecem em razão de dívidas no valor de R$ 67 mil.

O não-recolhimento de impostos entre os anos de 2003 e 2005 motivaram autuações contra a 2M do Brasil Indústria e Comércio Ltda., também de propriedade de Moura, e o Instituto Brasileiro do Futuro Empresário Ensino Ltda. (Ibrafem).

No mês passado, Edson Moura Junior foi eleito após o pai ter renunciado às vésperas da eleição para evitar o risco de ter a candidatura barrada pela Justiça eleitoral em decorrência da Lei da Ficha Limpa.

A Justiça Eleitoral acabou cassando a candidatura de Moura Junior, a pedido do Ministério Público, que afirmou não haver tempo suficiente para publicidade do novo candidato.

Com a decisão, os votos de Junior serão anulados e o segundo colocado, José Pavan Junior (PSB), estaria reeleito. A defesa de Moura Junior vai recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).