Publicado 28 de Novembro de 2012 - 21h33

Por Alenita Ramirez

Dois homens armados de pistola 380 e revólver 38 se passaram por clientes e invadiram um escritório de advogacia trabalhista, no final da tarde de terça-feira (27), no Parque São Quirino, em Campinas e fizeram um arrastão no local.

Dez pessoas entre clientes, advogados e funcionários foram feitos reféns. Os criminosos ficaram cerca de 1h com as vítimas e fugiram com cerca de R$ 200 mil em joias e R$ 3,5 mil em dinheiro que estavam em um cofre, além de computadores, celulares do escritório e dinheiro e celulares dos clientes. Ninguém foi preso. As vítimas foram deixadas amarradas com lacre de plástico e cintos, numa das salas. O dono do escritório conseguiu se soltar e soltou as outras vítimas.

A dupla estava na companhia de dois comparsas que ficaram do lado de fora e apoiaram na ação. A função deles era de sacar dinheiro em caixas eletrônicos. Apenas o cartão bancário do advogado dono do escritório foi pego pelos criminosos, mas eles não conseguiram usá-lo porque não entenderam a letra-chave anotada pelo advogado no verso do cartão.

Os bandidos chegaram a ligar via rádio para pedir a senha para o advogado. "Eles falaram que a letra era um garrancho e não dava para entender. Meu marido disse que não sabia porque ele não consegue memorizar senhas", comentou uma das advogadas, mulher do dono do escritório.

O roubo começou às 15h50. Um dos ladrões estava de moletom enquanto o outro usava camisa social rosa. Ele se apresentaram como clientes para ter acesso ao escritório que fica com as portas fechadas. Já no interior do local, eles renderam a secretária, uma estagiária e o advogado dono.

Conforme clientes e funcionários chegavam, também eram rendidos. Eles exigiam a abertura do cofre. Um dos criminosos foi descrito como violento enquanto o outro como bom e educado. Uma das funcionárias, parente do dono, chegou a convulsionar durante a ação e uma segunda vítima foi desamarrada, pelo ladrão bom, para socorrê-la no mesmo local. "Foi horrível. O bandido violento ameaçava atirar, caso o cofre não fosse aberto", contou a mulher do dono.

O cofre foi aberto pela advogada mulher do dono. Ela chegou no local cerca de 40 minutos depois do inicio da abordagem. O marido não se lembrava da senha e nem do local onde estava a chave. Todos os objetos foram colocados numa maleta usada pelo advogado. Além do cartão bancário, os comparsas também ficaram com cartões de crédito do advogado.

O escritório de advogacia fica ao lado de um posto de combustível que também foi vítima de roubo na madrugada de segunda-feira (26). O local foi invadido por quatro bandidos, sendo que dois deram cobertura. Eles fugiram com R$ 6,6 mil que estavam num cofre, dentro de um vestiário.

Os funcionários do posto chegaram a ver a dupla de ladrões na tarde de terça-feira e achavam que seriam atacados novamente, mas depois viram que eles foram até o escritório e pensaram ser clientes dos advogados. O caso foi registrado no 4º DP.

 

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Alenita Ramirez