Publicado 28 de Novembro de 2012 - 9h21

O bairro São Domingos, em Sumaré, foi castigado pelas chuvas no ano passado: ajuda para agir mais rápido

Cedoc/RAC

O bairro São Domingos, em Sumaré, foi castigado pelas chuvas no ano passado: ajuda para agir mais rápido

Em reunião da Câmara Temática de Defesa Civil da Região Metropolitana de Campinas (RMC),realizada ontem, em Valinhos, os coordenadores da região acataram a proposta da criação do Grupo de Apoio aos Prefeitos (GAP) para assessoramento técnico aos chefes do Executivo nos casos de situação de emergência ou estado de calamidade pública. De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil, Sidnei Furtado, a equipe será formada por 25 técnicos que passarão por treinamento. O curso será ministrado pela Defesa Civil do Estado de São Paulo em parceria com o órgão de Campinas e terá o apoio da Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp).

A ação faz parte das atividades programadas para a Operação Verão Regional, que entra em vigor no próximo sábado, dia 1º de dezembro e segue até o dia 31 de março de 2013, em todo o Estado de São Paulo. De acordo com Furtado, o planejamento do GAP para a RMC se estende até junho em razão da transição de estações, período em que ocorrem as ventanias. Furtado lembrou de um estudo feito pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que incluiu a região de Campinas na rota de risco de tornados.

O fenômeno meteorológico é capaz de destruir uma cidade quando ventos em formato de funil, com velocidade que pode ultrapassar 260 km/h, tocam o solo. A pesquisa do geógrafo Daniel Henrique Candido, do Instituto de Geociências, registrou entre 1990 e 2011 pelo menos 205 desses fenômenos em território nacional. Na avaliação de risco feita pelo pesquisador, as cidades que apresentavam elevadas chances de registrar novos tornados são Sumaré, Nova Odessa, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Paulínia, Campinas e Indaiatuba.

“A ideia é não desmobilizar totalmente as equipes pelos próximos seis meses em virtude deste estudo da Unicamp. É uma tendência da Defesa Civil em criar situações mais preventivas e não reativas como antigamente”, comentou Furtado. O assistente técnico de direção da Agemcamp, Sérgio Gomide Costa, lembrou que a Defesa Civil também criou um grupo em 2010. Na ocasião, existia a perspectiva de inundações. Mas para este ano, os esforços são para atender uma demanda administrativa e atender a mudanças na legislação federal que estabelecem procedimentos e critérios para a decretação de situação de emergência ou de calamidade pública pelos municípios.

Segundo Furtado, as cidades da RMC que já decretaram estado de calamidade pública em razão de enchentes, inundações e vendavais foram Campinas, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Monte Mor, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré e Valinhos.