Publicado 28 de Novembro de 2012 - 8h39

O vereador petista Jaírson Canário, que não retornou os contratos: análise da Comissão de Ética

Cedoc/RAC

O vereador petista Jaírson Canário, que não retornou os contratos: análise da Comissão de Ética

O vereador Jaírson Canário (PT) pode até ser expulso da legenda por ter comparecido à apresentação de parte do secretariado da futura gestão Jonas Donizette (PSB), no último sábado, em Campinas. O PT de Campinas — que decidiu fazer oposição a Jonas — colocou em pauta na reunião da executiva a discussão sobre uma punição ao parlamentar. Por ter comparecido ao evento, Canário é alvo da Comissão de Ética do PT municipal. De acordo com o presidente do PT de Campinas, Ari Fernandes, se for o caso, serão ouvidas testemunhas para comprovar se houve falta de ética do vereador.

“Vamos chamá-lo e ele terá que se explicar já durante a reunião da executiva (ocorrida ontem). Se a comissão entender que ele cometeu essa falta, ele pode sofrer uma punição”, disse Fernandes. As penas vão de advertência, suspensão a expulsão do partido. “A meu ver, pelo fato, é difícil que ele chegue a ser expulso, mas quem decide é o diretório. A comissão faz o parecer onde aponta se ele foi culpado ou inocente pela conduta que teve. Vamos ouvir a explicação dele primeiro”, disse o dirigente petista. O relatório pode ser votado em dezembro ou, no máximo, até janeiro, datas das próximas reuniões da executiva.

“A gente sempre parte do pressuposto da inocência até que se prove o contrário. No mínimo, foi um descuido grave dele de ter ido ao local da apresentação dos secretários”, afirmou o presidente da legenda em Campinas. Apesar de o PT declarar que será oposição ao governo Jonas, o socialista não fechou as portas para uma eventual aliança com o partido, já que o PSB faz parte da base de apoio do governo Dilma Rousseff.

Desta forma, a possibilidade de o PT indicar um nome ao primeiro escalão não está completamente descartada. Há petistas que ocupavam cargos ainda na administração de Hélio de Oliveira Santos (PDT) e, posteriormente, de Demétrio Vilagra (PT), que permaneceram em seus postos na gestão de Pedro Serafim (PDT). O PT pediu para que esses filiados deixassem as funções por considerar que houve um golpe na cassação de Demétrio e entrada de Serafim.

Segundo Fernandes, os petistas que ainda estão no governo irão sair na próxima gestão. “Não há acordo partidário. Os que estão lá vão cumprir as penalidades éticas. Estão suspensos temporariamente e isso irá se prolongar”, disse.

O filiado que estiver suspenso não pode ser candidato nas eleições internas e não pode participar de convenção, encontro ou tentar ser candidato nas eleições municipais. Durante toda a tarde de ontem, o Correio ligou para Canário, que não retornou às chamadas.