Publicado 27 de Novembro de 2012 - 9h47

Por Adriana Leite

Muita memória: equipamentos do primeiro data center da Ascenty instalados no País, em Campinas

Cedoc/RAC

Muita memória: equipamentos do primeiro data center da Ascenty instalados no País, em Campinas

A região de Campinas é o novo polo de atração de data centers no Estado. Se a capital e as regiões próximas a São Paulo sempre foram o endereço certo das provedoras das centrais de administração de tecnologia da informação e de computação das empresas, agora as atenções se voltam para uma área com raio de 100 quilômetros a partir da maior cidade do País.

 

Os pesados investimentos na infraestrutura dos empreendimentos impulsionam a economia local e geram oportunidades de emprego para profissionais qualificados.

Representantes do setor estimam que o ramo cresce entre 15 % e 20% ao ano no País.

De fato, apenas no último ano, nomes fortes desse mercado aplicaram quase R$ 200 milhões em unidades localizadas em Campinas e região. As perspectivas são animadoras com as projeções de crescimento do setor no Brasil e novos empreendimentos devem surgir na Região Metropolitana de Campinas (RMC) nos próximos anos.

A região é beneficiada pela saturação de áreas na Região Metropolitana de São Paulo; custos menores do que na Capital; mão de obra qualificada e concentração de potenciais clientes.

 

A Ascenty do Brasil começou a operar este mês seu primeiro data center no País. A empresa escolheu iniciar o negócio com uma unidade em Campinas. “Nós investimos R$ 100 milhões na unidade. Em 18 meses, serão R$ 250 milhões. Queremos ter cinco data centers nos próximos três anos no País”, comentou o presidente da companhia, Chris Torto.

Ele afirmou que o polo de tecnologia de Campinas e a grande quantidade de empresas instaladas na região foram decisivos para que a Ascenty investisse na cidade.

A empresa deve instalar mais um data center no município de Hortolândia. Os outros devem ficar em Santo André, São José dos Campos e Fortaleza (Ceará). Torto disse que as empresas estão optando por terceirizar a gestão dos servidores de dados e sistemas a provedores especializados nesse serviço.

“As empresas estão cada dia mais focando o negócio no seu ramo de atividade e deixando para terceiros outros aspectos indiretos, como a armazenagem de dados”, salientou.

O executivo comentou que uma vantagem da Ascenty é ter um braço de infraestrutura de fibra ótica. A unidade de Campinas tem capacidade para gerenciar 800 racks ( espaços para a acomodação de servidores).

 

Expansão

Em pouco mais de três anos, a Algar Tecnologia teve que triplicar a área da unidade localizada em Campinas. “Neste ano, estamos aplicando R$ 30 milhões para ampliar a nossa área de atendimento na cidade. Nós registramos um crescimento muito grande desde a inauguração do site”, comentou o gerente de Soluções de Infraestrutura de TI da Algar, Guilherme Werkhaizer.

Ele disse que a empresa já tem três data centers em operação. “Dois ficam em Uberlândia e o outro em Campinas. Estamos neste mercado há muitos anos”.

O gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC no Brasil, Anderson Figueiredo, afirmou que hoje as empresas estão menos temerosas em transferir seus servidores para um data center. No entanto, elas ainda exigem que as estruturas estejam próximas ao local onde elas mesmas estão instaladas.

“Mesmo com toda a tecnologia de informação e dados, culturalmente os gestores das empresas não querem que um data center distante da sua empresa”, comentou.

Ele confirmou o forte crescimento do setor no Brasil. “O segmento está atraindo grandes investimentos”, disse.

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Adriana Leite