Publicado 26 de Novembro de 2012 - 8h49

Por Daniela Nucci

Adultos e crianças observam material educativo em oficina de reciclagem na Praça Beira Rio, em Sousas: atividades no distrito campineiro reuniram cerca de 3 mil pessoas, segundo organizadores

Dominique Torquato/AAN

Adultos e crianças observam material educativo em oficina de reciclagem na Praça Beira Rio, em Sousas: atividades no distrito campineiro reuniram cerca de 3 mil pessoas, segundo organizadores

Uma grande iniciativa ambiental contagiou a Praça Beira Rio, em Sousas, distrito de Campinas, ontem, das 9h às 14h: a 15ª edição do Reviva o Rio Atibaia. O projeto tem como objetivo ampliar o debate com as comunidades envolvidas com a revitalização do Rio Atibaia, com foco no projeto da Macrozona 1, que envolve Sousas, Joaquim Egídio e os bairros Gargantilha, Monte Belo e Carlos Gomes. “Além de mostrar as conquistas que tivemos nestes 15 anos, buscamos estimular o engajamento da população para representar os seus interesses e, principalmente, não permitir o aumento da área urbana sobre as nossas nascentes. Além disso, 20% da área urbana está vazia e devem ser ocupadas com projetos adequados e sob o conceito de sustentabilidade”, disse o ambientalista e presidente da Jaguatibaia Associação de Proteção Ambiental, José Carlos Perdigão. Segundo a organização, cerca de 3 mil pessoas passaram pelo evento. Uma delas foi a funcionária pública Angela Filomena Machado Bento, de 43 anos, que levou os filhos João Pedro, de 7 anos, e Isabela, de 10 anos. “Acho importante esta ação pela conscientização da preservação do meio ambiente, principalmente para as crianças, que veem de perto o lixo que contamina o rio.” Considerado o evento ambiental de maior longevidade no Estado, o Reviva ocorre desde 1997, quando as entidades ambientalistas Jaguatibaia Associação de Proteção Ambiental e Associação de Remo de Sousas, juntamente com o laboratório farmacêutico MSD, se reuniram para levar informações à população sobre a importância dos patrimônios natural, histórico-cultural e arquitetônico existentes na Área de Proteção Ambiental (APA). Nessa época, Campinas tratava apenas 3% do esgoto doméstico gerado. Hoje a cidade já tem mais de 60% do esgoto tratado. Neste ano, o evento ainda alertou para uma ameaça que envolve a manutenção dessa conquista: a revisão do Plano Diretor do município. “A continuidade das ações conjuntas entre os diversos setores da sociedade é de fundamental importância, para que a APA seja preservada”, disse Perdigão. Funcionários do Centro de Saúde de Sousas também estiveram presentes no evento com uma barraca para medir a pressão, fazer exames de glicemia e orientar a população sobre Febre Maculosa e Leishmaniose Visceral Canina. Cerca de 200 pessoas passaram pelo serviço. Neste ano, Campinas registrou cinco casos de febre maculosa — três pessoas morreram. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses, entre 2009 e outubro de 2012, 25 cães foram diagnosticados com leishmaniose em Sousas e Joaquim Egídio.

Escrito por:

Daniela Nucci