Publicado 25 de Novembro de 2012 - 22h07

Por Inaê Miranda

Rapaz chora após encontrar o portão fechado

Paulo Wohnrath/Especial para AAN

Rapaz chora após encontrar o portão fechado

A primeira fase do Vestibular 2013 da Fuvest foi marcada por um aumento no índice de abstenção em Campinas. Do total de 9.075 inscritos para fazer a prova na cidade, 10% não compareceram.

No ano passado, a abstenção foi de 6%. A quantidade de candidatos que chegou atrasada também foi grande. Apenas na Unip Swift, local de provas com maior número de inscritos (5 mil), pelo menos quatro vestibulandos encontraram os portões fechados. Ao todo, o vestibular da Fuvest teve 159.609 candidatos inscritos. O índice geral de abstenção foi de 10,7%.

Além da Unip Swift, o vestibular da Fuvest foi realizado em Campinas no Colégio Sagrado Coração de Jesus, na Escola São José e no Liceu Salesiano. No entorno das escolas, o trânsito ficou lento e agentes da Emdec ajudaram a orientar motoristas.

Bárbara Gallani Zaia, de 18 anos, foi acompanhada dos pais. “Não adianta ficar nervoso. E os pais por perto ajudam bastante.” Natasha Morelli prestou o vestibular para psicologia no dia em que completou 17 anos. “Vou comemorar quando eu passar.”

Muitos vestibulandos, porém, chegaram em cima da hora. Joel Joaquim de Souza Junior veio de Limeira, mas se perdeu e não conseguiu chegar a tempo (até as 13h). “Saí de lá às 11h com os meus pais, mas como não conhecíamos o lugar, acabamos nos perdendo.”

Fabíola Gabriela Fontes, de 17 anos, se enganou com o horário. Pedro Miareli, de 17 anos, custou a acreditar que perdeu a prova por questão de minutos. Moreli veio de Cosmópolis e também se enganou com o horário. “Achei até que tinha chegado muito cedo.” Bruno Schiavo, de 20 anos, morador de Sumaré, perdeu a única prova que ia prestar este ano. “Saí de casa uma hora mais cedo, mas enfrentei trânsito na minha cidade e em Campinas.”

Segundo o coordenador da prova em Campinas, Paulo Leite, o vestibular foi tranquilo. Um estudante teve um mal estar passageiro, mas logo se recuperou e voltou para terminar a prova.

O diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, considerou a prova de média para difícil. Segundo ele, a prova de história foi um pouco mais interpretativa e teve enunciados maiores. A prova de matemática foi considerada difícil e trabalhosa e a de linguagens exigiu leitura dos livros.

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Inaê Miranda